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Grevistas da Polícia Civil tentam barrar na Justiça as retaliações do governo

Folhapress
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São Paulo - O comando de greve dos policiais civis de São Paulo tentará bloquear na Justiça as punições anunciadas pelo governo José Serra (PSDB) contra os manifestantes - como o desconto dos dias parados.

O presidente do sindicato dos delegados, José Martins Leal, diz que a categoria entrou com um mandado de segurança preventivo, e coletivo, na última sexta-feira, para evitar as retaliações. “A lei de greve diz que o grevista não pode fazer piquete, mas, também, o patrão não pode obstruir a greve. Essas notícias de que vai punir, vai descontar o ponto, tudo isso é para ameaçar. Uma tentativa de causar obstrução’’, disse.

De acordo com o presidente da associação dos delegados, Sergio Marcos Roque, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, também será representado pelas ameaças. “A greve só ganha força com isso”, afirmou Roque.

Os policiais iniciaram a manifestação na última terça-feira. Só casos considerados graves por eles, como homicídios, são atendidos nas delegacias.

Nas demais situações, como furtos de veículos, o cidadão é orientado a voltar para casa e fazer o registro após o final da greve -sem data prevista.

Na sexta-feira, os grevistas afirmavam ter uma adesão de 90% na capital e de 100% no restante do Estado. O governo falava em 30% de adesão na capital e 40% no interior.

Os manifestantes querem, entre outros pedidos, reajuste salarial imediato de 15% e outras duas parcelas de 12%, nos próximos anos (2009 e 2010).

O governo estadual, que suspendeu as negociações com os manifestantes, oferece reajuste de 4,5% no salário-base, mais pacote de benefícios que garantiria aumento de até 38% para os delegados e 28% para investigadores e escrivães.

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