Esportes

Olimpíadas: Para ministro, desempenho do País poderia ser melhor

Luiz Beltramin
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O ministro dos Esportes, Orlando Silva (PC do B), revelou ontem à tarde, durante visita política a Barra Bonita (68 km de Bauru), ao lado do deputado federal Aldo Rebelo, do mesmo partido, em apoio à reeleição para o cargo majoritário na cidade de seu correligionário, Mário Donizette Teixeira, o “padre Mário”, que “esperava mais” em relação ao desempenho dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados mês passado.

O chefe da pasta justifica a frustrada expectativa com os, segundo ele, altos investimentos em preparação, que, na visão de Silva, foi a melhor de todos os tempos. “Tivemos 15 medalhas, o que eu também considero uma conquista importante”, pondera. “Foram três medalhas de ouro que deixaram aquele gostinho de quero mais”, avalia. “Todos nós, inclusive eu, esperávamos um pouquinho mais, porque a delegação brasileira em Pequim teve a melhor preparação de todos os tempos, com mais recursos investidos”, atribui o ministro. “Infelizmente não foi possível superar o número de ouros de atenas, mas diria que ainda assim foi uma boa participação”, avalia Silva.

Já entre os atletas paraolímpicos, que brilharam neste mês na China, com 15 medalhas de ouro, na melhor participação do País nessa variação dos Jogos, Orlando Silva não poupou elogios. “Foi uma participação espetacular. Nós superamos todos os números anteriores, batemos todos os recordes. Creio que o esporte olímpico foi bem. O paraolímpico melhor”, sentencia o ministro, que cita os trabalhos a começar em vista aos Jogos de Londres, em 2012. “Agora é hora de fazer uma avaliação detalhada, modalidade a modalidade, e preparar, até o final do ano, o próximo ciclo olímpico, para que possamos, em Londres, ter um resultado superior ao de Pequim”, planeja.

Rio – 2016

No evento em Barra Bonita, o ministro também falou sobre a pretensão do Rio de Janeiro em sediar os Jogos Olímpicos daqui a oito anos. Para ele, a capital fluminense é fortíssima candidata a abrigar o maior evento esportivo do planeta. Na ótica do ministro, a maior “adversária” dos cariocas pelos Jogos de 2016 é a cidade norte-americana de Chicago, já que as outras postulantes - Tóquio e Madrid -, seriam prejudicadas, respectivamente, por fatores econômicos e geográficos. “Na Ásia é difícil por causa do fuso-horário. Já Madrid teria dificuldade em realizar os Jogos, porque os faria apenas quatro anos depois das Olimpíadas em Londres e a história dos Jogos é andar pelo mundo”, comenta, atribuindo o evento a “grandes mudanças” no Rio de Janeiro. “Fazer os jogos em Chicago não mudaria aquela cidade. No Rio, a transformação na infra-instrutura seria algo que o Brasil e América do Sul nunca realizaram”, reforça Silva.

O ministro detalha que atualmente o País prepara o chamado “dossiê”, que abrange o projeto da candidatura aos Jogos, a ser concluído em novembro e apresentado em fevereiro próximo ao Comitê Olímpico Internacional, que, em outubro de 2009 define a cidade vencedora aos Jogos-16, em Kopenhagem, na Dinamarca.

“Depois de Pequim estou convencido de que o Rio disputa pra valer o direito de fazer os jogos em 16”, confia o ministro. O presidente Lula ficou lá dois dias, esteve com autoridades internacionais e membros do COI, e argumentou sobre a importância dos Jogos para o Rio. Estou convicto de que o Brasil disputa com chances reais”, reitera.

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