Regional

Poluição da queima da cana será monitorada por estação

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - A conseqüência do “carvãozinho”, a fuligem proveniente da poluição provocada pela queima da palha da cana-de-açúcar, passa a ser monitorada por uma estação automática de monitoramento da qualidade do ar em Jaú (47 quilômetros de Bauru). O equipamento começa a operar a partir desta quinta-feira e será útil, entre outras coisas, para medir as partículas inaláveis e o monóxido de carbono na microrregião de Jaú.

Segundo o gerente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de Bauru, Alcides Tadeu Braga, a de Jaú é a sétima das 10 novas estações automáticas previstas para entrar em operação até o final de 2008, medida que aumenta a rede de monitoramento da Cetesb em 30%. A unidade de monitoramento foi montado na sede do 27.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (27.º BPM-I),

A nova estação que o órgão vai instalar em Jaú vai medir, além das partículas inaláveis, dióxido de carbono, óxido de nitrogênio, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e o ozônio. Além disso, o aparelho também vai medir a umidade relativa do ar, a temperatura, a direção dos ventos, a pressão atmosférica e a radiação total e ultra-violeta.

“Em Jaú, as características do local são um pouco diferentes. Lá, é uma região mais sucroalcooleira, tem mais queima de palha de cana”, comenta Braga. “Para a região de Bauru é muito bom porque nós vamos ficar sabendo as características diferentes de cada região. Então, serve também para fazer esta comparação”, completa.

Os resultados das medições, segundo Braga, estarão disponíveis diariamente no site da Cetesb na Internet, de hora em hora, além de boletim diário, elaborado às 16h. “É muito útil para fazer comparações e estudos. Tão importante como se ter as características da qualidade do ar é fazer estes estudos, a previsão”, ressalta.

A Cesteb possui estações medidoras na região Metropolitana de São Paulo, Cubatão, Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Paulínia, além de estações móveis, que são utilizadas em avaliação da qualidade do ar.

Segundo a Cetesb, esta rede, ligada a uma central de computadores por via telefônica, registra ininterruptamente as concentrações dos poluentes na atmosfera. Esses dados são processados com base nas médias estabelecidas por padrões legais e nas previsões meteorológicas, que indicam as condições para a dispersão dos poluentes.

Com base nessas informações, por exemplo, é possível determinar as ações previstas na legislação ambiental, quando os padrões de qualidade do ar forem ultrapassados e apresentarem níveis que prejudiquem a saúde pública. Estes dados serão muito úteis na região de Jaú, onde costumam ocorrer queimadas ilegais da palha da cana.

Com o novo equipamento, a Cetesb passa a contar com 37 estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar, sendo 21 localizadas na região metropolitana de São Paulo, três em Cubatão e 13 no Interior. Nos últimos três anos, foram inauguradas as estações de Bauru, de Marília, de Presidente Prudente, de São José do Rio Preto, de Araraquara e de Ribeirão Preto. Segundo o órgão, até dezembro de 2008, serão entregues outras três, nos municípios de Araçatuba, de Piracicaba e de Jundiaí.

A estação de Jaú foi instalada na sede do 27.º Batalhão de Polícia Militar do Interior. A inauguração do equipamento será nesta quinta-feira, dia 25, e contará com a presença, entre outras autoridades, do diretor de controle e poluição ambiental da Cetesb, Marcelo de Souza Minelli, e da diretora de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental, Ana Cristina Pasini da Costa.

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