Regional

Jovem atropela idosa e foge em Duartina

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Duartina - Um atropelamento ocorrido na manhã de anteontem, na cidade de Duartina(38 quilômetros de Bauru) causou ferimentos que determinaram a internação de Josefa Delfino, 79 anos, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Bauru. O condutor do veículo Fusca, placas BTK 9295/Duartina, fugiu do local e a vítima foi socorrida por populares.

O acidente aconteceu por volta das 8h45, na rua Celso Cárdia. A idosa, de acordo com seus familiares, saiu de casa para ir à igreja e estava sobre o passeio público quando foi atingida pelo Fusca, dirigido por Jorlando Pereira da Silva, 25 anos.

O motorista fugiu do local. A Polícia Militar (PM) foi acionada e procurou pelo veículo descrito, mas não o encontrou na cidade. Pouco depois, a PM recebeu informações de que o Fusca havia caído em uma vala de uma propriedade rural de Cabrália Paulista.

O Fusca foi conduzido para a Duartina e sua recolha foi determinada pela Polícia Civil. Duas testemunhas arroladas pela polícia afirmaram terem visto o carro com o rapaz que dirigia gritando, aparentando estar embriagado. Jorlando Silva se recusou a fazer exame clínico.

De acordo com a polícia, como ele não foi surpreendido na condução do veículo, não foi elaborado o respectivo auto de infração. Ontem, a autoridade policial esteve no local do acidente e como havia vestígios do atropelamento, a perícia técnica foi solicitada. O Fusca também será submetido à perícia.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos e, dependendo do que for apurado, o condutor será indiciado.

UTI

A idosa sofreu fratura da bacia e duas pernas, além de ferimentos generalizados na cabeça, rosto, braços. Segundo a família, ela estava em coma e precisaria de uma cirurgia, porém os médicos relutaria em fazer o procedimento devido ao estado de saúde dela.

Os familiares reclamam do motorista não ter sido submetido a exame de bafômetro e clínico, uma vez que as testemunhas alegam que ele estava visivelmente embriagado.

Um dos filhos, que preferiu não ser identificado, disse que recebeu informações que o condutor teria passado a madrugada em uma festa e quando retornava para a cidade, atropelou sua mãe que ia para à igreja.

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Velocidade acima do permitido

O funileiro Ricardo Maranho Bertoldo, 36 anos figura como testemunha e disse ontem que não viu o atropelamento, mas percebeu o Fusca trafegando em velocidade acima do permitido pela cidade. “Ele passou em frente a minha oficina.”

A aposentada Aparecida Denir Silva conta que chegou ao local logo após o atropelamento e acompanhou o caso até a vítima ser colocada na ambulância. “Quando cheguei ela estava ensangüentada e com vários ferimentos. Percebi que suas pernas estavam quebradas, Havia corte na cabeça.”

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