O candidato Caio Coube (PSDB) afirmou ontem que, se eleito prefeito de Bauru, não vai construir terminal de integração de passageiros para o transporte coletivo urbano. Ele deu sua posição ao ser indagado durante reunião com estudantes do ensino médio no colégio D´Incao, ontem à tarde. O colégio realiza encontros com os candidatos para ouvir as principais propostas de cada um. Hoje o convidado é Rodrigo Agostinho (PMDB).
Ao responder a perguntas de estudantes da faixa etária de 15 a 18 anos, Caio descartou a instalação de terminal de passageiros na região central como necessidade. “Nas reuniões temáticas que estamos fazendo para as diferentes áreas de atuação o tema transporte coletivo foi debatido e não há necessidade de terminal de passageiros com o sistema de integração atual”, afirmou.
Na visão do candidato, o terminal de passageiros é um investimento muito elevado para sua eficácia em função da integração de passageiros nas linhas. “Não há necessidade desse investimento em razão do sistema existente. Já em relação ao número de vans destinadas ao transporte de deficientes o número é baixo para a demanda. Se eleito, quero discutir isso com as concessionárias e ampliar o atendimento”, acrescentou.
Em Bauru, dos 2,5 milhões de passageiros transportados todo mês 35% se utilizam da integração das linhas, onde o usuário paga uma tarifa para percorrer mais de um trajeto, com troca de ônibus sem pagamento do valor integral da segunda passagem se a utilização ocorrer em determinado espaço de tempo. A integração pode ser realizada sobretudo em linhas que interligam bairros através do Centro e a avenida Rodrigues Alves funciona, na prática, como um verdadeiro terminal integrado a céu aberto.
Ao falar aos estudantes em sua apresentação, o tucano discorreu sobre sete dos principais eixos temáticos para a solução de problemas municipais e repetiu, em síntese, que a prefeitura tem recursos para atacar questões ligadas sobretudo à educação e saúde, mas que as verbas disponíveis para infra-estrutura são escassas. “O asfalto é o maior desafio. Para 2009, de todo o orçamento perto de R$ 38 milhões serão usados só para pagar dívidas e apenas R$ 5 milhões estão reservados para asfalto”, observou.
Os alunos e professores também perguntaram sobre privatizações, atração de emprego e faculdades e segurança. O tucano voltou a comentar que não vai terceirizar o Departamento de Água e Esgoto (DAE) se vier a ser prefeito e lembrou que a responsabilidade pela política de segurança pública preventiva e de investigação de crimes é do Estado.
Além disso, o candidato respondeu a questões formuladas por professores sobre educação, formação científica e despesas municipais com aluguéis. “A prefeitura consome R$ 835 mil por ano com aluguéis e tenho o sonho, se eleito, de iniciar o projeto de instalar um Centro Administrativo nos galpões da ferrovia, do lado da vila Falcão, integrando serviços e servidores. Esta área é do governo federal”, argumentou sobre a estrutura física da administração.
Caio Coube pediu aos jovens que conversem sobre política com seus pais e que eles reflitam sobre o perfil dos candidatos, o histórico de cada um e levantem informações que possam ajudar na escolha do próximo prefeito.