Nações Unidas - O presidente americano George W. Bush e outros líderes mundiais buscavam ontem conter os efeitos da crise financeira que engole Wall Street e envia ondas de choque ao redor do mundo.
Bush utilizou seu discurso de despedida na ONU para oferecer garantias de seu comprometimento com a estabilização dos mercados globais, que no momento se sobrepõe às preocupações mundiais como as relações tensas com a Rússia, o Irã e a Coréia do Norte. Mas ele também enfrentou críticas sobre os excessos de um sistema de comércio global que Washington vem impondo há tempos como o caminho para o crescimento econômico e a prosperidade.
A sessão foi aberta em meio a grandes esforços em Washington entre o governo Bush e os legisladores americanos para criar um inédito pacote de ajuda de 700 bilhões de dólares instigado pela pior reviravolta no sistema financeiro dos EUA desde a Grande Depressão.
“Posso garantir a vocês que meu governo e nosso Congresso estão trabalhando juntos para aprovar rapidamente a legislação que permite esta estratégia e estou confiante de que vamos agir dentro da urgência necessária”, disse Bush.
Falando a poucos minutos de Wall Street, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o turbilhão financeiro ameaça as iniciativas para reduzir a pobreza mundial e exige uma nova abordagem com menos “fé cega na mágica dos mercados”.
Terrorismo
Bush, pediu empenho da comunidade internacional “para juntar esforços e convencer Irã e Coréia do Norte a desistir de seus programas nucleares assim como promover uma agenda livre de negócios’’.
Demonstrando preocupação com o avanço dos “negócios” do terrorismo no mundo, Bush garantiu que os “Estados Unidos estão empenhados para manter a paz e a segurança no mundo’’ e que a questão nunca foi tão “séria’’ no contexto internacional desde que as Nações Unidas foram criadas, em 1945, e que a organização pode vir a ser “um ator de destaque e peso’’ no cenário do novo milênio.