Aliviado pelas condições clínicas de retornar às quadras profissionalmente, após quase um mês de angústia provocada pela suspeita de problemas cardíacos, o pivô Allison, do GRSA/Bauru Basketball Team, ainda terá que esperar mais um pouco para defender a equipe no Campeonato Paulista.
Liberado para jogar mediante laudo expedido pela Escola Paulista de Medicina, em São Paulo, onde passou por uma bateria de exames, o atleta, de 24 anos e 2,12m de altura, terá de passar, a partir de agora, por um processo de recondicionamento físico.
Quatro semanas é o tempo estimado pelo treinador Guerrinha para que o jogador, contratado às vésperas do Estadual, efetivamente, reforce o GRSA na disputa. “Será um mês para colocá-lo em forma. Poderemos contar com ele apenas no segundo turno”, avalia o técnico.
O jogador ainda permanece na capital amanhã, quando reúne a documentação necessária para comprovar sua perfeita condição clínica de jogar basquete profissionalmente. Allison prevê seu retorno a Bauru, e conseqüente reencontro com os companheiros de time, ainda para esta semana.
O pivô não esconde o alívio pela liberação oficial, após quase um mês de espera e seguidos exames. “Estou feliz, demorou bastante mas deu tudo certo”, comemora. “Seu retorno, com certeza, é muito importante para o grupo”, enfatiza Guerrinha.
Confiança
No dia seguinte à derrota para a Liga Sorocabana, fora de casa, pelo Campeonato Paulista, o treinador do GRSA reiterou a confiança que tem em seus comandados para a seqüência da competição. “Ainda resta muito campeonato pela frente, são mais 23 jogos. O grupo é jovem e a seqüência nos dará ritmo. Confio na equipe”, garante.
Guerrinha atribui o revés de terça-feira - o terceiro fora de casa -, principalmente, à imaturidade do grupo. “Fizemos um primeiro tempo bom, mas no terceiro quarto não agüentamos a pressão deles”, observa o treinador, sem deixar de valorizar os méritos adversários.
Ontem, o elenco se reuniu para assistir ao vídeo da partida, ocasião em que Guerrinha deixou para que os próprios atletas apresentassem conclusões sobre a última performance do GRSA. “Cada um tem ângulo diferente de observação. É legal essa dinâmica de colocar em discussão diferentes tipos de leitura e percepções sobre o que poderemos fazer daqui para a frente. Isso é maturidade”, louva.
A juventude, porém, não traz apenas desvantagens ao time em relação a escretes mais experientes. Guerrinha confia na vitalidade de seus comandados para a seqüência do longo e equilibrado Campeonato Paulista. “Problemas de contusões aparecem no decorrer das disputas e nesse quesito poderemos levar vantagem”, confia.