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Crise internacional pode afetar leilão

Folhapress
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A atual crise financeira internacional atingiu a expectativa do mercado e do governo de São Paulo em obter um grande deságio no preço do pedágio nos cinco lotes de rodovias paulistas. Cinco corredores de São Paulo (Marechal Rondon Leste e Oeste, Dom Pedro I, Ayrton Senna/Carvalho Pinto e Raposo Tavares e) vão a leilão no dia 29 de outubro.

A esperança de que os preços da tarifa cobrada por quilômetro acompanhassem o desconto de 60% obtido no Rodoanel já foi abandonada. O corte súbito de crédito provocado pela crise internacional mudou completamente a perspectiva.

Os interessados em participar da disputa dos cinco lotes estão neste momento em busca de linhas que garantam a oferta de R$ 3,471 bilhões, ou US$ 1,81 bilhão para o pagamento da outorga em até 18 meses. Esse é o valor que o governo paulista exigirá pela concessão de 1.730 quilômetros de rodovias. Esses recursos terão de ser tomados em bancos privados. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não financia o pagamento da outorga. Isso porque o financiamento não se enquadra como investimento.

Os R$ 8 bilhões para investimentos poderão ser tomados no BNDES ou em instituições multilaterais como o BID.

O secretário dos Transportes, Mauro Arce, admitiu que o ambiente preocupa o governo.

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