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Idoso sustenta mais da metade dos lares

Folhapress
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São Paulo - A expectativa de vida do brasileiro ao nascer aumentou 3,4 anos em dez anos, para 72,7 anos de idade, mostra a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto aponta expectativa de vida mais alta para as mulheres - de 73,2 para 76,5 anos. Já a expectativa de vida para os homens saltou de 65,5 para 69 anos.

De acordo com o IBGE, a taxa de mortalidade infantil permanece em declínio no País - passou de 35,2 por mil em 1997 para 24,3 por mil em 2007. O estudo aponta que o Rio Grande do Sul foi o Estado que registrou a menor taxa de mortalidade infantil (13,5 por mil), enquanto Alagoas foi o Estado com maior taxa no ano passado (50 por mil).

O estudo também aponta que a participação dos idosos na renda familiar aumentou nos últimos anos. De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, em 53% dos domicílios onde viviam idosos no ano passado, eles contribuíam com mais da metade da renda familiar. Em 1997, esse percentual era de 47,2%. Essa proporção é ainda mais elevada na região Nordeste, onde alcança 63,5%.

Em 22,5% dos domicílios, eles contribuíam com mais de 90% da renda. Segundo Lucia Maria Cunha, do IBGE, a participação na renda está ligada também ao convívio entre diferentes gerações em um mesmo domicílio.

No ano passado, 45% dos idosos viviam com os seus filhos na condição de chefes do domicílio. Além disso, de acordo com a pesquisa, em casas onde mora ao menos um idoso, 30,2% dos moradores têm até 24 anos e 33,7% têm mais de 60 anos.

Para Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a maior contribuição na renda familiar por parte dos idosos está relacionada à aposentadoria rural, ao benefício de prestação continuada e à dificuldade dos jovens em arrumar emprego e sair da casa dos pais.

A pesquisa confirma uma tendência de crescimento do percentual de domicílios unipessoais entre 1997 e 2007, de 11,2% para 13,5%, e de casais sem filhos, de 19,2% para 22,1% no período. Essa tendência é mais forte na região Sul do País, onde representa 44,7% dos domicílios com idosos.

De acordo com o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, a maior participação dos idosos na renda está relacionada ao ritmo de envelhecimento da população.

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