Quando estávamos sobrevoando Manaus, o que mais chamou a atenção foi a escuridão do rio Negro, que não se parece com nenhum outro rio ou mar. À primeira vista, de perto, dá vontade de pegar um pouco, para ver se vai continuar tão negro, mas na mão a água é transparente.
Nos contaram que na época da riqueza da borracha de Manaus, as européias residentes em Manaus mandavam suas roupas para lavar na Europa, pois achavam que as águas do rio Negro iriam manchar suas roupas.
Depois de 2h30, em redes num barco de madeira, chegamos ao Hotel Ariaú, um dos chamados Hotel de Selva, mas o maior e mais conhecido. Ele fica em terra alagada, por isso é construído inteiramente sobre palafitas e passarelas, que totalizam 8 km e que vão de todo lugar a todo lugar dentro do hotel. Fora isso, só de canoa. Não há absolutamente um metro quadrado de terra firme.
A Amazônia passa metade do ano com a floresta alagada, em parte por causa das chuvas incessantes na época e parte pelo derretimento das geleiras dos Andes trazida pelo rio Solimões, que é marrom pela argila que traz no fundo, e que encontra com o rio Negro em Manaus, produzindo o famoso “Encontro das Águas”, que não se misturam por um bom percurso por terem densidades e temperaturas diferentes. É um espetáculo único.
A primeira impressão que se tem quando se entra na floresta amazônica é de perplexidade, dá vontade de chorar, com tamanha imensidão e beleza fantástica!
O resto é conhecer vilas de caboclos, ver como vivem... visitar tribos indígenas, aprender a fazer seus artesanatos..., tentar pescar piranhas, tentar comer o caldo da piranha que você pescou, alimentar botos cor-de-rosas, pegar jacaré à noite, tentar imaginar como os nativos podem conhecer cada folha da floresta e saber seu poder curativo ou se são alimentos e não veneno...
Dá vontade de perguntar tudo, pois só se vê vegetação diferente com frutos ou sementes diferentes, mas pode perguntar porque os guias sabem!
Valeu, eu indico! É importante para os brasileiros conhecerem nossa tão famosa e polêmica mundialmente “Floresta Amazônica”.
* Monica Rothberg é empresária em Bauru