Economia & Negócios

Pai de quatro filhos, empresário reclama de má gestão pública

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 1 min

Se ter um bom emprego e ganhar um salário digno é uma tarefa árdua para muitos, imagine ter que trabalhar 117 dias ao ano apenas para adquirir serviços privados. Essa realidade tira o sono do empresário Ricardo Bortoni. Há 20 anos proprietário de uma farmácia em Bauru, ele afirma que o principal culpado por essa situação é o governo.

Na avaliação dele, não são oferecidas condições de atendimento como contrapartida aos impostos pagos pela população. “Isso é um absurdo (o período necessário para adquirir serviços). Outro problema está na carga tributária. Acho que está muito alta”, atesta.

De acordo com o levantamento do IBPT, a segurança privada foi o item que mais apresentou crescimento entre os gastos. Este dado também condiz com a realidade de Bortoni. Recentemente vítima de assalto, ele precisou investir em itens de segurança, como câmeras, no intuito de evitar novas surpresas em seu estabelecimento.

Viúvo e pai de quatro filhos, o empresário também arca com os custos referentes à educação da família. Segundo ele, a despesa seria menor não fosse a baixa qualidade do ensino público. Um de seus filhos cursa a 5.ª série do ensino fundamental em um colégio particular da cidade.

“Se você colocar uma criança na escola pública, ela não irá aprender nada. As escolas estão abandonadas. Jamais colocaria meus filhos em uma escola dessas. Em Londres, o ensino é gratuito e há disputa por vagas nas escolas”, compara.

A farmácia do empresário também consome parte da renda. Todos os seus funcionários têm seguro de vida e plano de saúde.

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