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Bauru tem mais de mil inscritos para doar medula óssea

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

O cadastro que relaciona os interessados em doar medula óssea em Bauru já conta com mais de mil pessoas inscritas. Elas fazem parte de uma relação nacional, que visa disponibilizar candidatos a doar o material para pacientes que não encontrem doadores compatíveis em suas famílias. Ontem, o cadastro da cidade teve um belo incremento com a iniciativa de dezenas de policiais militares que passaram a fazer parte da lista nacional.

Eles se cadastraram no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, em caso de compatibilidade, poderão doar medula para pacientes de qualquer parte do Brasil. Ao todo foram recolhidos pelo Hemonúcleo de Bauru - que faz a coleta na cidade - sangue de 79 policiais.

Em muitos casos, pacientes com doenças de sangue, como anemia aplástica e leucemia, precisam de doação de medula. O primeiro passo é procurar entre familiares se há algum doador compatível. Caso não seja encontrado, recorre-se ao Redome. De acordo com a diretora do hemonúcleo, Telma Cristina de Freitas, Bauru conta com mais de mil pessoas inscritas como doadoras de medula.

Para aumentar a oferta de doadores na cidade, a Unidade Integrada de Saúde (UIS) do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) iniciou uma campanha de conscientização no quartel. Na última terça-feira, foi exibido vídeo explicativo sobre o transplante de medula e a importância de se cadastrar. “A intenção foi tirar dúvidas e desmitificar a doação, que não é dolorida e é bem rápida. Além disso, o corpo repõe o material doado rapidamente, em cinco dias”, destaca o tenente Alessandro Rosseto, chefe do setor de assuntos civis do CPI-4.

O CPI-4 entrou em contato com o hemonúcleo, que enviou equipe na tarde de ontem para o quartel. “É a primeira vez que esse trabalho é feito em Bauru. Vamos divulgar para outros comandos, para que a iniciativa também seja realizada em outros locais. Quanto maior o número de pessoas no banco de dados, maior a chance de quem precisa encontrar doador compatível”, ressalta.

O sargento Robs Henrique Correa Sardinha aprovou a campanha. “É muito bom poder contribuir para uma causa tão nobre que é recuperar e dar qualidade de vida a uma pessoa”, diz. O capitão Mário Donizete dos Santos concorda. “É muito importante colaborar com o banco de dados. Um gesto simples como esse pode salvar uma vida. É um trabalho que tem que ser feito mais vezes”, afirma.

O processo

De acordo com Freitas, são colhidos cerca de 20 mililitros de sangue de cada pessoa. Esse material é enviado a um centro de identificação, que vai apontar as características genéticas da medula. Esses dados ficarão cadastrados no Redome.

“No momento que um paciente precisa, e não tem doador entre seus parentes, ele recorre ao banco de dados. Se encontrar alguém ideal, o doador é chamado e são feitos mais exames para comprovação da compatibilidade. Então é feita a doação de medula”, explica a diretora do hemonúcleo.

Freitas aprovou a campanha da PM. “É uma iniciativa maravilhosa. Eles já protegem a comunidade e, agora, fazem mais esse ato de civismo”, elogia.Para doar sangue ou se cadastrar no banco de dados de medula óssea, basta se dirigir ao hemonúcleo, portando carteira de identidade. O hemonúcleo fica na rua Monsenhor Claro, 8-88.

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Saiba mais

O que é medula óssea? É um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por “tutano”. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo, inclusive nos defende das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Enquanto a medula óssea, é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo. (Fonte: Instituto Nacional de Câncer - Inca).

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