Regional

Três se enfrentam pelo mandato tampão

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Reginópolis - Três coligações registraram ontem chapas para a disputa, no próximo dia 7 de outubro, das eleições indiretas em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). Portanto, dois dias após o eleitor definir quem será o prefeito para o quadriênio 2009-2012, a Câmara de Municipal elegerá prefeito e vice para administrar a cidade até 31 de dezembro deste ano.

Pelos nomes apresentados, uma candidatura já sai com um voto entre os nove em disputa. O vereador Ivo Ferro (PV) concorre à eleição e poderá votar. Ferro é candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo candidato a prefeito Carlos Eduardo Carvalho (PDT). O atual prefeito, Adécio Guandalin (PTB), registrou sua candidatura a prefeito tendo como vice Rene Miguel Raduam (PTB). Ainda disputam o mandato tampão Maurílio Peres Camargo (PHS) e José Iunes Salmen (PPS), respectivamente candidatos a prefeito e vice.

Em abril, portanto a seis meses das eleições municipais de 5 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que fossem feitas eleições municipais indiretas para prefeito e vice-prefeito. Diferente de Ferro, Adécio Guandalin não poderá votar, segundo informação do presidente do Legislativo, vereador Luiz Eduardo Mazoca (PMDB).

Para Mazoca, Guandalin se desfiliou do PPS e se filiou no PTB, que não possui nenhum vereador nesta legislatura. “A vaga dele pertence ao PPS. Ele está pensando que ele vai votar mas não vai. Quem convoca sou eu e seria no caso dele pertencer à legenda (PPS)”, garante.

No dia 18 de agosto, Guandalin respirou aliviado ao saber que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) não cassou seu mandato de vereador por infidelidade partidária, como pretendia o diretório municipal do PPS de Reginópolis. A acusação de infidelidade partidária contra o vereador se baseou na resolução 22.610 do TSE - infidelidade partidária.

A crise política na qual Reginópolis está mergulhada começou em março do ano passado, quando o TRE-SP cassou os mandatos do prefeito eleito, Claudemiro Undiciatti (PSDB), e do vice-prefeito, Marco Antônio Martins Bastos (PSDB). Eleitos em outubro de 2004, eles foram cassados acusados de abuso de poder econômico e corrupção eleitoral. Em seguida, uma enxurrada de recursos foi encaminhada para a apreciação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na condição de presidente da Câmara Municipal, Guandalin assumiu e permanece no cargo até 7 de outubro, dia em que disputará sua permanência até 31 de dezembro deste ano. Ele também disputa as eleições do dia 5 de outubro, portanto dois dias antes do pleito indireto.

Até o dia 28 deste mês, Mazoca tem que divulgar um edital de homologação das candidaturas para eleição.

Impugnação

A partir da homologação dos registros, a impugnação de candidaturas pode ser pleiteada num prazo de 24 horas para qualquer candidato, partido, coligação ou, ainda, pelo Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo. Qualquer cidadão, em gozo de seus direitos políticos, poderá, no prazo de 24 horas, informar a inelegibilidade de candidato, fazendo um documento acompanhado de prova e que será avaliado pela presidência do Legislativo. A Câmara dos Vereadores tem prazo de 48 horas para decidir sobre os pedidos de impugnação.

A eleição ocorrerá às 19h, da terça-feira (dia 7), na Câmara Municipal. O vencedor será conhecido no mesmo dia. A posse dos novos prefeito e vice deve ocorrer dia 8 ou 9 de outubro.

O JC tentou contato, ontem, com Guandalin, porém seu celular estava fora de área até o fechamento desta edição.

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