Tribuna do Leitor

Candidatos, torcida ou cabos eleitorais?


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O debate realizado na Unesp essa semana (dia 22) foi morno e raso. Quem acompanhou, talvez tenha saído com a sensação de pouca discussão aprofundada em relação a temas que realmente importam para Bauru. Talvez o clima frio da segunda-feira tenha interferido. Claro que não foi completamente ruim, algumas questões importantes foram tratadas, como a leishmaniose, por exemplo.

O formato escolhido também não funcionou. Até o segundo bloco do debate, praticamente nenhum problema. O terceiro bloco, porém, quando as pessoas da platéia elaboram perguntas aos candidatos, foi um fiasco. As perguntas deveriam ser endereçadas, e não sorteadas, como foi feito. Pois tratavam de assuntos específicos para um determinado plano de governo, e não para um candidato aleatório, sorteado através das mãos de Franco Junior.

O ponto mais fraco do evento, contudo, foi o posicionamento de várias pessoas presentes no ginásio: se comportaram como torcedores alienados. Ao invés de se ater ao conteúdo do debate, pensar nas respostas que os candidatos expunham, etc, esse público (verdadeiros cabos eleitorais), parte dele, composto por candidatos a vereador por Bauru, estava lá mesmo no Guilhermão apenas para fazer barulho. Só manifestavam palmas quando o seu time estava com a bola, ou seja, quando o seu candidato falava.

Fica a reflexão: o que esperar, então, de um eleitor, ou pior, de um candidato a vereador que se comporta num debate como torcida organizada, que despreza a opinião dos outros candidatos, chegando, inclusive, a vaiá-los? Essas pessoas não têm a menor noção ou preparo para ser a representação da comunidade na Câmara Municipal. E se o povo não perceber isso, que Deus abençoe nossa eleição para que essa aberração não se torne real.

Gabriel Ruiz

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