Amigos de Marcos Batista Couto, 43 anos, garantem que ele era um homem passivo e calmo. Ficaram surpresos com a tragédia. No entanto, há uma semana, ele comentou aos prantos com colegas de trabalho que estava em depressão e iniciaria tratamento com remédios. A informação, porém, não chegou ao conhecimento da família de Marilucia Mauad, 41 anos, com quem Marcos se relacionava bem mesmo após a separação do casal.
De acordo com ela, por conta da educação do filho, pai e mãe decidiram que manteriam contato cordial. Eles dividiam as atribuições de pais e contavam com o auxílio de parentes, informaram familiares. Até o final da noite de ontem, a criança ainda não sabia que a mãe sucumbira aos tiros. Durante o velório, o garoto permanecia na casa do avô materno. Mas seu futuro ainda era incerto.
Como ele recebia cuidados compartilhados, tudo indica que Marcos tinha a chave da casa onde Marilucia morava. Com a facilidade, pegava e levava o filho quando necessário. O casal estava separado há cerca de dois anos. Por conta do período transcorrido, a mulher havia decidido pedir o divórcio. Ainda assim, segundo colegas dela consultadas pela reportagem, Marilucia não havia feito comentários negativos em relação ao ex-marido. Por ironia do destino, ela era assistente social do Centro Integrado de Atenção as Vítimas de Violência (Ciavi).