Economia & Negócios

Seguro popular cresce, mas demanda ainda é pequena em Bauru

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O aquecimento nas vendas do varejo aqueceu também o mercado do seguro de pessoas, mais especificamente em uma modalidade não muito difundida: o seguro popular ou prestamista. Trata-se de uma modalidade que é contratada para garantir o pagamento de prestações ou a quitação do saldo devedor de bens ou planos de financiamento adquiridos pelo segurado, em caso de morte, invalidez permanente, invalidez temporária e desemprego. Este seguro configura-se como uma proteção financeira para empresas que vendem a crédito, bem como ao segurado que fica livre da responsabilidade em caso de sinistro.

No primeiro semestre de 2008 o seguro prestamista foi o que mais evoluiu em termos de arrecadação, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Comparando com o ano passado, essa modalidade arrecadou 16,76% a mais, movimentando R$ 1,131 bilhão de janeiro a junho deste ano, ante um montante de R$ 969 milhões no mesmo período de 2007. A representatividade da categoria foi de 19,54% ante os R$ 4,760 bilhões arrecadados pelos seguros de vida.

Uma das novidades é que esse tipo de seguro atraiu a população de menor renda. Conforme indica a Fenaprevi, as classes C, D e E sentem-se mais protegidas no caso de compra de um eletrodoméstico mais caro, por exemplo. Só para se ter uma idéia, ao comprar uma geladeira de R$ 1.200,00, parcelada em 20 vezes de R$ 80,00, o seguro popular sai a R$ 4,55 por mês. A dívida será quitada em caso de morte acidental e invalidez permanente. Entre outras coberturas, há o serviço de cesta básica, em caso de desemprego involuntário ou incapacidade física, que será entregue durante três meses.

Dados da Fenaprevi estimam que pelo menos 5 milhões de pessoas já tenham adquirido essa modalidade de seguro, que varia de acordo com as regras das lojas ou das prestadoras de serviço que o oferecem. Em algumas redes de lojas de departamento, o seguro prestamista é incluído a cada compra feita, mas precisa ser autorizado pelo consumidor.

Novidade

Apesar dos números favoráveis a essa modalidade, em Bauru a procura não é tão grande, de acordo com a diretora executiva do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), Leilane Strongren. “Normalmente esses dados vão para as matrizes das empresas. Então a gente fica com um mercado muito restrito que são das empresas bauruenses. Não é uma procura muito grande, mas tem alguma procura, porque é um seguro novo que as pessoas começam a tomar conhecimento agora”, disse.

Segundo Leilane, os seguros mais tradicionais ainda são os campeões em Bauru. As pessoas procuram mais o seguro de vida, de automóveis, residencial, mas praticamente esquecem o prestamista, cujo custo é bem mais barato. “Para o próprio lojista isso também é interessante. Ele não tem essa noção de que é melhor tirar esse custo do ganho dele, porque tem pontualidade garantida e não corre o risco de perder o recebimento”, destacou.

Comentários

Comentários