Polícia

Mulher salva homem de linchamento

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A coragem de uma mulher salvou um homem de 32 anos de ser linchado na quadra 4 da rua José Bastos, na Vila Falcão, em Bauru, ontem à tarde. Ele foi agredido com socos e pontapés por um grupo de 15 a 20 jovens, que se dispersaram quando a Polícia Militar (PM) chegou ao local.

Segundo comentário na vizinhança, a mulher, que não foi identificada, chegava em casa numa motocicleta, quando percebeu o tumulto. Depois de estacionar o veículo, verificou a gravidade do caso e interveio. “Gente, não é assim. Não são vocês quem devem julgar”, dizia a mulher, de acordo com relatos de testemunhas.

Frente à situação, outros três moradores próximos também saíram em auxílio ao rapaz, que foi cercado por seus “protetores” até a PM chegar. Ele contou ao efetivo policial que foi alvo de agressões por ter ido a uma “boca de crack”, onde já devia, para levar outra pedra, explica o soldado Rogério Junqueira Dias. Como estava em débito e saiu sem pagar, correram atrás dele, explicou.

Informações extra-oficiais dão conta de que o grupo também teria utilizado pedaços de pau durante a agressão. No entanto, o material não foi encontrado no local. Uma grande pedra solta por pouco não teria sido utilizada para feri-lo, conta uma pessoa da vizinhança. Neste caso, os ferimentos poderiam resultar em morte. Durante a confusão, comentou-se ainda que a vítima havia furtado uma senhora, além de R$ 60,00 de um homem. A informação, porém, não foi confirmada.

Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no endereço para prestar atendimento ao rapaz, ferido na região da cabeça. Segundo os policiais, ele teria fumado uma pedra, e por isso estava ofegante. Também por conta do entorpecente, estava com arritmia. Ainda assim, aparentemente, os ferimentos não eram graves.

Enquanto recebia os primeiros socorros, alguns dos agressores permaneciam nas imediações observando, de longe, o andamento da ocorrência, relataram moradores das imediações. Mas os jovens, quando questionados pela reportagem, negaram ter visto qualquer ação violenta ou conhecer o rapaz vítima de tentativa de linchamento.

Segundo a vizinhança, a vítima não é da região da Falcão, onde existem várias casas abandonadas, que seriam utilizadas também para uso de entorpecente. Um dos moradores ainda comentou que um trecho próximo seria até conhecido como cracolândia. Por razões de segurança, testemunhas que conversaram com a reportagem pediram para que não fossem identificadas. A PM não soube informar a identificação completa da vítima, cujo primeiro nome é Clodoaldo, porque ela estava sem documentos pessoais.

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