Geral

Nem tudo são flores na nova estação

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Embora seja classificada como a estação mais alegre e charmosa do ano, a primavera também tem seus “efeitos colaterais”. Pessoas com pré-disposição genética para alergias sofrem mais nessa época, por causa da grande quantidade de poeira e pólen no ar e das variações bruscas de temperatura.

O pediatra e alergista Felinto dos Santos Neto, 45 anos, lembra ainda que é uma época de bastante vento, o que ajuda na dispersão do pólen liberado pelas plantas, provocando espirros, coceira e coriza em quem sofre com as alergias respiratórias, como a rinite, por exemplo.

Segundo Santos Neto, a situação fica mais complicada de manhã e no fim da tarde. Nas manhãs, porque a mucosa nasal está mais seca. Segundo o alergista, quando dormimos, não ingerimos líquido e isso deixa a mucosa seca. Por isso, que é comum quem tem alergia espirrar quando acorda. É um mecanismo de defesa do organismo. No fim da tarde, as crises são mais comuns porque aumenta a quantidade de poeira e pólen no ar.

As variações bruscas de temperatura também são apontadas como motivo causador das alergias. Dias quentes e noites frias são grandes inimigas de quem sofre com esses problemas, segundo Santos Neto. O incômodo é maior nos primeiros 30 dias da primavera. Enquanto a situação não melhora, a recomendação é procurar um médico para saber qual o melhor tratamento. As opções vão desde um simples spray nasal para lubrificar as narinas até as doloridas vacinas.

Comentários

Comentários