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Estação está ligada ao renascimento

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A primavera interfere positivamente na vida das pessoas por duas razões, segundo o psicólogo Sandro Caramaschi, 44 anos. A primeira tem a ver com questões biológicas. O fim de uma estação marcada pela seca e baixa umidade do ar, como é o inverno em Bauru e no Estado de São Paulo como um todo, já deixa as pessoas mais bem dispostas.

A outra razão tem a ver com questões culturais: o fato da primavera ser associada ao renascimento. É algo que foi copiado de países onde as estações são mais bem definidas e o inverno é mais rigoroso. Ele lembra que no Brasil, e mais especificamente em São Paulo, o inverno é marcado mais pela seca do que pelo frio. Muitas vezes, faz mais frio antes e depois do inverno do que durante a própria estação.

Entretanto, Caramaschi, que é professor de psicologia na Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz ser positiva a mudança que a primavera provoca no ânimo das pessoas. O fato dessas pessoas se despirem das roupas escuras, próprias do inverno, e se vestirem de uma maneira mais alegre, colorida e mais confortável reflete uma disposição para a mudança. “É notório como a primavera faz com que as pessoas se sintam melhor”, afirma o professor, que é especialista na área de comunicação não-verbal e relacionamento humano.

Tendências

Em termos de tendência, os especialistas em moda estão apostando em um acabamento diferenciado para esta primavera. Deve-se ter pela frente um resgate do passado com uma roupagem nova, aliado às novas tecnologias.

Dos anos 50, o resgate é da alegria de viver, uma característica própria do período pós-guerra. De acordo com o consultor de moda Odil Zepper, mais conhecido como Juba, o foco vai para a cintura extremamente marcada, além dos grandes decotes, desnudando elegantemente colo, ombros e costas.

Os anos 70 e 80 devem marcar presença nesta primavera com a volta das pantalonas e de vestidos longos e esvoaçantes com estamparia baseada em grandes florais, folhagens e borboletas de colorido tropical, acompanhados de acessórios de marcas famosas.

Segundo Juba, o comprimento mini-super-mini está de volta. Para as adeptas deste tipo de vestimenta, um conselho “Se jogue e permita todos os olhares do mundo, sem vergonha, com orgulho e arrasante.”

Mas para quem prefere a discrição, a opção, segundo o consultor, é apostar nos vestidos que aparecem longos, fluídos e descolados, bem anos 70. De acordo com Juba, a peça é presença garantida nas passarelas, já virou hit absoluto e promete bombar nesta estação. “Os longos são muito versáteis e a roupa desencanada, usada durante o dia, em instantes, pode se transformar em uma superprodução para a noite”, comenta.

Com pouca ou muita roupa, a orientação do consultor de moda é a mesma. “Seja feliz nesta nova estação setentona.”

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