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Melhoria contínua


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Moral para minoria

Da mesma forma que Vilfredo Pareto constatou que aproximadamente 80% da riqueza da Itália, no século 19, estava nas mãos de 20% da população daquele país, é uma minoria de colaboradores das organizações que se esforça acima do necessário, luta e faz acontecer em torno de 80% dos resultados delas, bem como é uma pequena parte dos produtos de prateleiras de um supermercado que gera 80% do lucro do mesmo e são poucas de suas atividades profissionais que geram 80% de seus resultados.

Realmente existe uma lógica da natureza nessa relação minoria x maioria. Experimente medir. Mas nós não temos o hábito de medir, preferimos geralmente achar. Em consultoria, costumo perguntar para o empresário “qual é o principal patrimônio da organização?” A resposta imediata é: “Os nossos colaboradores”. Aí eu pergunto: ”Você dedica quanto tempo do seu dia a esse patrimônio? Me mostre os indicadores que medem esse patrimônio”. Por meio das respostas percebo inversões, devido à ausência de medições.

É necessário buscar a verdade. Para isso se torna imprescindível medir. Sem medição, o imaginário predomina.

Considerando que os nossos principais problemas estão nas relações interpessoais, com o maior respeito ao ser humano, experimente medir quantas pessoas, do total da sua convivência, se afinam plenamente com você. Você se surpreenderá, pois estamos falando de uma minoria. São pessoas que naturalmente se sentem bem ao seu lado.

Apesar de minoria, são essas pessoas que merecem maior atenção da sua parte. Mas infelizmente não é isso que ocorre normalmente. Temos o hábito de perder muito tempo refletindo sobre pessoas que não se sintonizam conosco, explorando suas negatividades em atos de defesa ou procurando justificativas para as incompatibilidades. Por quê essa inversão? Além do fato de serem a maioria e com isso ocupar um espaço maior naturalmente, é também porque essas pessoas, de alguma forma, despertam os nossos lados negativos, que por sua vez nos incomodam, considerando que somos obrigados a testar as nossas virtudes teóricas na prática.

Temos que aprender a procurar o que há de bom nas pessoas. Qualquer tipo de julgamento são atrasos intelectual, moral e espiritual. Qualquer relação, no mínimo, nos traz muitas oportunidades de evolução na compreensão, paciência, tolerância, persistência, respeito, confiança, perdão e amor. Temos que focar nas qualidades do próximo e o restante descartar.

Tenho um amigo que mantém sobre a sua mesa de trabalho um álbum de fotografias, que ele reservou somente para eventos positivos de sua vida, copiando o organismo humano que descarta o que não é bom. Três vezes na semana, ele folheia e agradece cada situação agradável. Se for ver bem, é fácil demais detectar o que é positivo e negativo ao seu redor. É só questão de prestar atenção, sem ilusão.

Mas o culto à negatividade, fortemente influenciado pela sociedade involuída, nos leva a perder tempo com detalhes que não agregam valor à vida. Quanto mais evoluirmos nas relações, mais os indicadores minoritários se transformarão em majoritários. É lógico que essa relação percentual varia de pessoa para pessoa.

Estar em vendas é estar se relacionando constantemente com clientes. Para isso tem-se de ter consciência que somos semelhantes e diferentes, e que cada um se encontra em um determinado estágio evolutivo. Ninguém consegue ser o que não é ainda, e isto deve ser respeitado. Se alguém te perguntar quem são as pessoas importantes que você encontrou na vida. Pode responder com segurança: todas.

O termo “VIP”, sigla em inglês de very important person, que significa pessoa muito importante, geralmente nos faz lembrar das celebridades dos cenários político, artístico e esportivo. Mas, na verdade, todos que encontramos são importantes. Nós é que não conseguimos interpretar as mensagens e trocas de energias que ocorrem quando encontramos outro ser humano, devido às ilusões em que vivemos. Certa vez Albert Einstein fez o seguinte comentário: “A ilusão é um tipo de prisão para nós, que faz com que nos restrinjamos aos nossos desejos pessoais”.

Portanto, fixar-se no lado positivo do próximo é se libertar. Vamos nos esforçar para nos libertarmos.

Davison de Lucas é diretor da M.Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante. Site: www.mdavison.com.br.

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