Esportes

Tênis

Por Texto: Gabriel Pelosi | Consultor: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

De professor a aluno

Guga surpreendeu a todos ao vencer o Torneio de Roland Garros (França) em 1997. Logo vieram mais dois títulos no templo francês e inúmeros outros pelo mundo. Chegou ao topo do ranking mundial no final de 2000. Por suas jogadas geniais foi chamado pelo russo Yevgeny Kafelnikov (ex-primeiro do mundo) de ‘Picasso’ do tênis. Sofrendo com contusões, deixou o tênis profissional aos 32 anos. Ganhou aproximadamente 30 milhões de dólares (quase 15 milhões de dólares em prêmios e no mínimo outros 15 milhões em patrocínios, propagandas, exibições etc.). Agora, Gustavo Kuerten volta a surpreender. Desde o dia 28 de agosto está freqüentando aulas de cursinho pré-vestibular (em uma sala composta por 100 vestibulandos). Já no primeiro dia, Guga procurou se enturmar com os colegas, até pedindo auxilio em tarefas. Está em dúvida se opta por faculdade de música ou cinema, mas também tem interesse por História, Psicologia, Filosofia e Geografia. Com o dinheiro que ganhou e ainda ganha em vários negócios, poderia levar a vida sem mais esse compromisso, mas ele faz questão de algo mais.

Mais importante 1

Pedro Scocuglia (NB Sports/Prevê Objetivo) depois de vencer o Campeonato Nacional de Incentivo (CNIP), disputado em Araraquara (SP), garantiu vaga em um Future (torneio profissional) organizado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT). A entidade decidiu que Pedro jogaria na etapa iniciada ontem em Itu (SP). Pedro fez sua primeira partida em um torneio profissional contra o também brasileiro André Stabile. Apesar de ter jogado bem frente ao experiente Stabile, o bauruense foi derrotado por 6/4 e 6/4. Caso tivesse vencido, faria seu primeiro ponto na Associação dos Tenistas Profissionais (talvez o mais importante e difícil para um jogador que almeja o profissionalismo).

Mais importante 2

Mas por que é tão importante que o tenista tenha pontos? E ‘um’ apenas, não é pouco? Quando o jogador faz sua inscrição em um torneio profissional, a primeira coisa que é verificada é sua posição no ranking mundial. Se ele já venceu ótimos jogadores, se foi campeão do Clube, Brasileiro, ou de outro torneio, mas não tem ranking, ele é mais um, entre milhares. Nessa hora o que vale é sua posição no ranking da ATP, pois é o que vai contar para se saber quem joga na chave principal, quem joga no qualifying ou quem não vai jogar nem o qualifying. Um ponto já o posiciona em um determinado lugar na lista. Os pontos valem por um período de 12 meses. Passado esse prazo eles caem automaticamente. André Cury e Rodolfo Bustamante fizeram um ponto semanas atrás e já fazem parte do ranking mundial.

Copa Davis 1

O Brasil saiu como cabeça de chave e enfrenta o vencedor de Uruguai e Colômbia, pelo Grupo 1 da zona americana da Copa Davis. No Grupo de Elite (principal), as primeiras rodadas são: Argentina x Holanda, França x Republica Tcheca, Estados Unidos x Suíça, Croácia x Chile, Israel x Suécia, Romênia x Rússia, Áustria x Alemanha, Servia x Espanha. Os países mencionados primeiro jogam em casa entre os dias 6 e 8 de março de 2009.

Copa Davis 2

A final da Copa Davis de 2008 entre Argentina e Espanha, a ser jogada na Argentina entre os dias 19 e 21 de novembro está mexendo com jogadores dirigentes e até com a Presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O motivo é quanto à escolha do local da disputa. David Nalbandián (jogador) quer que a disputa seja em Córdoba, sua terra natal. Juan Del Potro (jogador) quer jogar em Mar Del Plata. Cristina Kirchner, por questões políticas, também quer que os jogos sejam em Mar Del Plata. Buenos Aires possui um estádio especifico para tênis com capacidade para mais de 14 mil espectadores, porém, é descoberto e com piso de saibro. Jogar contra a Espanha de Rafael Nadal em quadra de saibro ‘seria a morte’, disse Nalbandián. Ao menos sobre o tipo de quadra os argentinos estão unânimes: querem coberta e piso sintético.

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Dica

Executar o segundo saque, para alguns, é um grande problema. Dependendo da contagem do jogo, esse problema é ainda maior. Três elementos são importantes para executá-lo bem: 1-Tempo, 2-Imaginação,3- Relaxamento. Tempo: não se apresse, pingue a bola algumas vezes e tenha certeza que se sente confortável e equilibrado. Imaginação: tente visualizar a execução de um bom saque e o caminho em que a bola irá percorrer. Relaxamento: finalmente relaxe a mão que segura a raquete e expire no decorrer do movimento de execução do saque. Se você seguir esse plano, sua confiança e porcentagem de acerto irão aumentar.

Curiosidade

Aconteceu em 1963, no Torneio de Roma: o britânico Tony Pickard jogava contra o neozelandês Ian Crookenden. Os jogadores estavam se empenhando ao máximo, mas o nível técnico do jogo não estava lá estas coisas. Não só o publico como também os juízes (de linha) perdiam o interesse pela partida. Em determinado momento, Pickard sacou e a bola foi claramente muito fora. O árbitro de cadeira se virou para o juiz de linha esperando pela chamada de bola fora. Para surpresa de todos, esse juiz estava de costas comprando sorvete de um vendedor ambulante na beira da quadra. A história foi contada pelo próprio Pickard. A partida foi vencida por Crookenden.

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