Tribuna do Leitor

Bruxo do Cosme Velho


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Nas comemorações do centenário da morte de Machado de Assis, é normal que seus biógrafos venham a ser entrevistados. Alguns entendem que a fama que Machado gozava de ter sido avesso ao público é puro boato. Todavia, pelo fato de ter desempenhado funções que exigem discrição, como as de funcionário público, jornalista e escritor, talvez ele fosse mesmo retraído. Tanto é que Carlos Drummond de Andrade dedicou-lhe um poema intitulado “A um bruxo , com amor”, em que diz: “...onde o diabo joga dama com o destino estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro, que resolves em mim tantos enigmas”. Por uma razão ou por outra, a Imprensa carioca quando cita o nosso maior expoente das letras (apesar da opinião discordante do Carlos Heitor Cony), quase sempre a ele se refere como o Bruxo do Cosme Velho, nome do simpático bairro situado ao pé dos Morros do Corcovado e de Dona Marta, que abriga o Largo do Boticário, e onde o “Bruxo” passou a vida.

Rui Bertoti

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