A cinco dias da eleição municipal, Bauru já vive clima eleitoral. Aumenta o número de santinhos de candidatos espalhados pelo chão, os comitês eleitorais intensificam as visitas aos bairros e a política passa a fazer parte das conversas do dia-a-dia da população.
Nos programas eleitorais os candidatos a prefeito já falam em tom de despedida. Também aumentam as críticas e lembranças do passado dos adversários. Há também quem organize apostas informais e listas de virtuais vereadores eleitos. Quem está indeciso aguarda novos debates e, se possível, uma visita do candidato ao seu bairro.
A doméstica Maria Odete de Oliveira, 51 anos, é do grupo de eleitores que define o candidato após uma reunião em família. Ela reclama da falta de showmícios. “Gostava mais das regras da eleição anterior. Dava para conhecer melhor os candidatos”, disse a eleitora sentada em um banco da praça Rui Barbosa.
Nos semáforos a disputa é acirrada entre os cabos eleitorais que seguram placas com foto e número dos candidatos. A convivência é harmônica, afinal lado a lado em sol a pino acaba um ficando amigo do outro.
O ajudante-geral Aparecido Alves, 45 anos, distribuia panfletos ontem à tarde no Calçadão da Batista de Carvalho. Admite que não assiste o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, apesar que no momento o seu dever de ofício é trabalhar com política. “Voto porque é obrigatório”, dizia.
Ao lado de Alves, o carpinteiro Adelino dos Santos, 61 anos, disse que até o momento não definiu quem vai votar na eleição a prefeito e a vereador. Residindo há 15 anos na cidade, ele tem uma opinião que define a indecisão: “Bauru tem sofrido muito, olha para os bairros, não tem asfalto e os prefeitos têm esquecido os mais pobres”, disse.
A eleição municipal tem uma característica diferente das anteriores, afinal pela primeira vez não pode pintar muros (por imposição de uma lei municipal), não pode distribuir brindes (como camisetas e chaveiros) e comício não pode ter mais show.
A professora Lúcia de Fátima dos Santos Barbosa, 54, aprova as novas medidas. “É uma eleição mais limpa, sem muita papelada na rua, sem showmício e sem auê”, declarou.