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Bancários param agências hoje

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Reunidos em assembléia ontem à noite, bancários de Bauru decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de hoje em instituições financeiras públicas e privadas da cidade. Segundo o Sindicato dos Bancários, ontem ainda não era possível citar quais agências devem ficar fechadas hoje, nem precisar qual seria o nível de adesão dos bancários.

No entanto, logo pela manhã, sindicalistas deverão se reunir em frente às agências para tentar convencer os funcionários resistentes a participar do movimento. “No primeiro dia, a adesão nunca é de 100%. É difícil, mas estamos bastante otimistas”, comenta o diretor do sindicato da categoria Marcos Lenharo.

O motivo para a paralisação dos bancários se baseia principalmente na questão salarial. A estimativa da categoria é que os vencimentos estejam com defasagem de 31%, contados desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Além disso, eles também exigem contratação de mais funcionários, já que o déficit de mão-de-obra é apontado como o maior causador de filas nas agências.

Na semana passada, a categoria recebeu proposta de reajuste salarial divulgada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os termos oferecem reposição de 7,5% nos vencimentos, incidindo sobre benefícios como ticket e cesta alimentação, além de participação nos lucros equivalente a 80% do salário do funcionário, acrescida do valor fixo de R$ 943,00, porém limitada a salários de aproximadamente R$ 2.500,00.

“É uma proposta medíocre e uma afronta ao trabalhador, diante das perdas que os bancários vêm acumulando ao longo dos anos. Enquanto isso, os banqueiros acumulam lucros inimagináveis, fruto da política econômica do governo Lula, que teima em privilegiar esta classe”, afirma Lenharo.

A reivindicação da categoria, além de reajuste salarial de 31%, é de participação linear nos lucros, sem limite de salários, e gratificação de R$ 3.500,00. Outros benefícios, como seguro-creche e auxílio funenário, também foram oferecidos pela Fenaban.

Assim como a Conlutas e o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) também definiu pela paralisação nas agências bancárias por tempo indeterminado. Na noite de hoje, todas as correntes sindicais da categoria realizarão nova assembléia na sede do Sindicato dos Bancários para avaliar a evolução do movimento em âmbito nacional e definir pela manutenção ou suspensão da greve. “Em todo o Brasil, já temos uma adesão bastante significativa do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, então a expectativa é de que os bancos privados parem também”, diz Tadeu Aparecido Barbosa, diretor dos Bancários da CUT de Bauru.

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