Enquanto o novo bispo não assumir a Diocese de Bauru, ela estará sob a responsabilidade do padre Luiz Eduardo Monteiro Fontana, pároco da Igreja Santa Catarina de Alexandria, em Arealva. Anteontem, ele foi eleito pelo colégio de consultores como administrador diocesano. Seu nome foi escolhido 48 horas após dom Luiz Antônio Guedes assumir a Diocese de Campo Limpo, na Capital paulista.
A partir de agora, padre Fontana acumulará as funções de pároco, vigário judicial da Câmara Eclesiástica Diocesana e responsável pela Diocese de Bauru. Ele é natural de Matão, São Paulo, e tem 50 anos. Veio da Diocese de São Carlos e está na região desde janeiro de 2000. Em dezembro deste ano completará 25 anos de sacerdócio, segundo a assessoria de imprensa da Diocese.
Padre Fontana foi escolhido administrador pelo colégio de consultores do bispo, formado pelos padres Luís Antônio Carqueijo Sé, Luiz Antônio Lopes Ricci, Marcos Eduardo Pavan, Jesus Bringas Trueba, Rosinaldo Faria de Souza e pelo próprio padre Fontana. Para ser eleito administrador paroquial, é preciso fazer parte desse colégio, ter no mínimo 35 anos e a maioria dos votos dados pelos demais sacerdotes de forma secreta.
Esse mesmo grupo de padres auxiliará na administração da Diocese, no chamado governo colegiado, informa a assessoria de comunicação. Durante o período de sé vacante, quando a Diocese fica sem bispo, as atividades, trabalhos e calendário da Igreja de Bauru seguem normalmente. O padre Fontana terá as mesmas obrigações do bispo, mas com algumas restrições. Não pode, por exemplo, ordenar padres. Ontem, no entanto, já participou de reunião em Marília onde representou a Diocese de Bauru.
A nomeação do próximo bispo será feita pelo papa Bento 16 via nunciatura apostólica, após as devidas consultas já iniciadas. Não há um prazo definido para essa escolha. Dom Luiz Antônio Guedes, que foi o quarto bispo de Bauru entre dezembro de 2001 e setembro de 2008, é sucessor de dom Aloysio Leal Penna, que assumiu a Arquidiocese de Botucatu.
Na transição, Bauru ficou praticamente um ano e quatro meses sem bispo, sendo que o administrador diocesano, naquela época, foi o padre Enedir Gonçalves.