Jodhpur - Ao menos 147 pessoas morreram ontem em decorrência de um tumulto na porta de um templo hindu na cidade de Jodhpur, no oeste da Índia.
Por volta das 6h locais, houve debandada na fila que reunia os homens na entrada do templo Chamunda Devi, para o primeiro dia de celebração do Navaratra, tradicional festival religioso hindu.
Uma barreira para conter os peregrinos cedeu, e houve pessoas pisoteadas e sufocadas nas vias de acesso ao templo. Mais de uma versão foi apresentada como causa do incidente.
Testemunhas relatam ter visto jovens homens escorregando e caindo sobre outras pessoas ao tentar escalar uma encosta que levava ao templo.
Os administradores do prédio negam a informação e afirmam que um grupo de jovens peregrinos forçou passagem, gerando o tumulto.
Eles também rechaçaram que rumores de uma ameaça de bomba no local tenham agravado a debandada, gerando maior temor nos peregrinos.
“O estreito caminho ficou bem escorregadio”, declarou o funcionário municipal Kiran Soni Gupta, que acompanhou o resgate. Segundo ele, a maioria dos mortos eram homens e não apresentavam contusões visíveis (sinal de que morreram por asfixia no tumulto).
Por razões estratégicas, o local é de difícil acesso. O forte, hoje um museu, era usado como palácio do marajá de Jodhpur até meados do século passado e já foi o centro de um antigo reino indiano.
As vias para subir ao topo da construção, que se espalha por 5 quilômetros, são íngremes e tortuosas, próprias para barrar a entrada de um exército rival.
Dos poucos caminhos ao topo, apenas um é acessível por veículos como carros e ambulâncias. E fica a cerca de 2,5 km do ponto onde está o templo.
Dessa forma, as vítimas que chegaram a receber cuidados nos hospitais, tiveram que ser transportadas em macas improvisadas montanha abaixo.
Foi a quarta e mais grave ocorrência similar em peregrinações neste ano na Índia.
No início do mês passado, 145 pessoas (40 delas crianças) morreram numa debandada próxima a um templo no estado de Himachal Pradesh, que fica na borda do Himalaia.
Na ocasião, a correria dos fiéis hindus foi causada pelo alarme falso de um desabamento no alto da montanha onde fica o templo.