Política

Adversários pedem 2º turno e Caio prega voto útil na TV

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A propaganda eleitoral gratuita mais tranqüila dos últimos anos na TV terminou ontem com Rodrigo Agostinho (PMDB), Clodoaldo Gazzetta (PV) e Rosa Izzo (PDT) defendendo a realização do segundo turno e Caio Coube (PSDB) pedindo apoio para vencer as eleições já domingo. O balizador do movimento do eleitorado em relação às opções pode estar em três fatores: a empolgação da campanha nesta reta final, até sábado, a participação no debate de hoje à noite na TV TEM e na divulgação de pesquisa Ibope antes do pleito deste dia 5.

O horário eleitoral gratuito na TV começou e foi concluído com clipes, apresentação de algumas propostas, reuniões nos bairros e algumas pitadas de crítica, mas dentro do universo do confronto político. Ao contrário das eleições de 2000 e 2004, o primeiro turno da disputa municipal se aproxima sem apelação para questões pessoais, particulares, dos candidatos.

Ontem à noite, o último programa do campo majoritário trouxe o tucano Caio Coube defendendo que “Bauru tem pressa”. O PSDB produziu um clip específico para divulgar a estratégia de que ”Bauru já decidiu, Caio vence no primeiro turno”. Em um resumo de sua campanha, o empresário repetiu promessas de campanha nas principais áreas e elencou personalidades que o apoiam, como o governador José Serra, o deputado Pedro Tobias e o presidente do Noroeste, Damião Garcia.

O programa de Rodrigo Agostinho (PMDB) foi aberto com direito de resposta do prefeito Tuga Angerami. “Ocupo este espaço para restabelecer a verdade. O Rodrigo e a Estela disseram que eu apoio o Caio e isso não é verdade”, afirmou. Em seguida, o prefeito disse que até poderia retribuir a Estela Almagro o apoio dado a ele pelo PT em 2004 e “ao Rodrigo que foi meu secretário e com quem tive relação até paternal. Mas posso ter me equivocado com essa pessoa”, alfinetou Angerami.

No restante de seu tempo, Agostinho discorreu sobre sua trajetória, de menino até os tempos atuais. Somente ao final da longa fala é que o candidato pediu apoio para ir ao segundo turno. Coube à vice na chapa, Estela Almagro, reforçar a necessidade de comparação das candidaturas com a realização do segundo turno.

De olho no 2º turno

Clodoaldo Gazzetta (PV) fez uma produção que teorizou com manchetes de um jornal hipotético (batizado pelo partido de Folha de Bauru), onde o candidato apareceria no segundo turno, venceria as eleições e, daqui a quatro anos, teria realizado as mudanças que ele defendeu em campanha.

Gazzetta fechou sua mensagem na TV ao lado da filha e da esposa, no Vitória Régia, onde voltou a manifestar confiança de que estará no segundo turno das eleições. José Leme (PHS) repetiu o programa com promessa de asfaltar todos os bairros e críticas às pesquisas, enquanto que Márcia Camargo (PSOL) viu o PV ocupando parte de seu tempo em direito de resposta.

O PV descontruiu o raciocínio de Márcia de que todo partido tem preço e apontou que a candidata escondeu a informação de que, por este raciocínio, a aliança PSOL-PSTU valeria R$ 30 mil, estimativa de custo da campanha informado pela coligação socialista à Justiça Eleitoral.

Rosa Izzo (PDT) fechou seu programa eleitoral de TV com o vice Antonio Carlos Barbosa dizendo que participou da campanha com o coração. Uma trilha musical tentava colaborar com a estratégia emocional da mensagem.

A esposa de Antonio Izzo Filho mostrou indiretamente o marido na tela. Ele ´apareceu´ ao lado dela, com o rosto de fora da tela de TV. Rosa agradeceu ao apoio recebido, falou em garra e também mencionou o segundo turno. Crianças entraram na tela com frases alusivas à candidata.

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