São Paulo - O Índice de Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (IC-Fiesp) divulgado ontem coloca o Brasil na 38.º colocação entre 43 países que detém 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Os dados apresentados são referentes a 2006, mas a Fiesp atenta que desde 1997 o Brasil se mantém estável neste patamar. Em pior situação, segundo o levantamento, estão apenas Índia, Colômbia, Filipinas, Turquia e Indonésia. “A maioria dos países que avançaram no índice de competitividade registrou maiores taxas de crescimento”, afirmou o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.
De acordo com o estudo, que analisou 40 mil informações em 83 variáveis quantitativas, a nota do Brasil no ranking passou de 17,6 pontos em 2005 para 20,2 pontos no ano seguinte. Segundo Coelho, essa elevação não foi suficiente para tirar o país do bloco daqueles que possuem competitividade baixa.
Em 1997, o Brasil registrou 19,7 pontos e também ficou com a 38.º posição. Somente em 2006 é que essa nota foi superada, sendo que, no período, o país chegou a cair duas posições. A Fiesp divide os países em grupos com competitividade elevada, satisfatória, média e baixa. “O ranking de competitividade é o que as empresas avaliam na hora de fazer um investimento”, afirmou o diretor da Decomtec.
No topo do ranking aparecem os Estados Unidos, com nota 91, seguido por Noruega (76,9), Japão (75,3) e Suécia (74,9). “Apesar dessa crise, os Estados Unidos ainda são o país mais competitivo”, disse Coelho, que atribuiu ao melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), tecnologia, facilidades em financiamento e abertura de empresa, entre outros, para essa nota americana.
Entre os países da América Latina, o Chile é o melhor colocado, com 38,2 pontos no 31.º lugar. A Argentina aparece em seguida, com nota de 36,4; a Venezuela ficou na 36.ª posição, com 27,9 pontos; e o México atingiu 27,2 pontos, ficando em 37.º lugar.
O Brasil ficou à frente apenas da Colômbia, que atingiu a 40.ª posição no IC-Fiesp, com nota 16,7. “Hoje, o grande problema do Brasil é que nós não temos um grande projeto de desenvolvimento”, afirmou Coelho.