Tribuna do Leitor

O brasileiro e os impostos


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Depois de um longo período de anonimato, retorno à este espaço democrático para protestar contra fatos que afrontam a soberania de nossa pátria não tão amada Brasil. Bem, mas vamos ao que interessa. Tudo o que é fornecido ao cidadão através de seu poder compra ou distribuído a este pelas autoridades competentes é cobrado como uma contrapartida por nossa parte. O que mais impressiona é a quantidade de dias divulgada pelo Jornal da Cidade que se tem que trabalhar para retribuir aos ilustres representantes do poder algo que não deve de nenhuma forma ser considerado um presente e sim uma obrigação, pois, afinal de contas, eles não são funcionários públicos que entram mediante concurso público mas que são admitidos como agentes públicos por meio de processo eleitoral que se inicia com a campanha e termina após a divulgação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo dados da reportagem de 26 de setembro de 2008, um cidadão faz uso de sua capacidade física e mental para desenvolver atividades laborativas, ou seja, trabalha diuturnamente durante 117 dias para pagar essa carga escorchante de impostos, que na verdade paga-se para não ter retorno por parte daqueles que democraticamente detém o poder para que se aja de forma ética em nome daqueles que compulsoriamente comparecem às urnas acreditando também que somente através da participação popular pode-se buscar melhorar um país e crê igualmente que o voto tem a capacidade de reduzir a distância entre os cidadãos não importando neste momento a qual classe social cada um pertence, sendo que o que realmente importa é a maneira com que cada faz uso da cidadania, esta que é o instrumento de maior grandeza dentro de um sistema político regido pela livre escolha de seus cidadãos.

Urge que se extermine aquela máxima que ouve-se sempre que se vai votar: “Cumpri minha obrigação”. Até concordo em parte com ela, porém, participar da maior “festa” da democracia não deve ser encarada como obrigação, embora todos compareçam compulsoriamente às urnas para cumprir o tal compromisso, e sim como uma oportunidade proporcionada pela Carta Magna, isto é, a Constituição que regulamenta a cobrança de impostos, serviços, direitos e deveres do Estado (não a denominação dada a cada unidade da federação, mas o país em si) para que se possa participar democraticamente das decisões tomadas por cada representante.

Porém, embora realmente seja uma chatice esse tal horário eleitoral gratuito, é importante assisti-lo e analisar as propostas de cada candidato. Portanto, eleitor como eu, vote, não nulo e nem branco, mas sim conscientemente, e sempre siga aquela máxima: “Voto não tem preço, voto tem conseqüência, então escolha a alternativa mais acertada: vote consciente.

Rodrigo Cabello da Silva - empresário

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