Tribuna do Leitor

Renato, meu filho...


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Quase oito anos se passaram desde que você decidiu seguir os passos de seu pai na difícil ciência que é a política. Eu o alertei, desde essa sua decisão, de que ao homem público não é dado o direito de virar as costas para as pessoas que acreditam na gente, a fim de que se possa ter, sempre, credibilidade entre nossos semelhantes.

Com a experiência que vivi, por aproximadamente 30 anos no exercício de mandatos populares, eu sabia que a sua trajetória não seria diferente da minha e que tudo que eu vivenciei, neste longo período, você também viveria. A política nos oferece muitos momentos de alegria, quando você pode, através da sua atuação, atingir a meta principal que é o bem comum, porém, vivem-se também, outros tantos instantes de apreensão e sofrimento porque são muitas as traições que partem, na maioria das vezes, de onde menos se espera. O importante é perseverar e, com muita esperança e fé, estar preparado para os embates e desafios, que não são poucos.

Até aqui você tem sido um vencedor, porque se tem conduzido com responsabilidade, firmeza, equilíbrio e bom senso. Não há nada que o homem de boa fé não possa vencer. Você é um desses homens, meu filho! Você pôde demonstrar isso durante o seu mandato na presidência da Câmara, quando você tinha a caneta nas mãos e não recebia ordens de ninguém, a não ser de sua própria consciência. Tenho certeza absoluta de que, eleito, você, seguindo seu ritmo de trabalho, muito trabalho, poderá, assim como seu pai, continuar prestando serviços no sentido de promover o progresso e o desenvolvimento de nossa querida Bauru, onde você nasceu e vive.

A sorte está lançada. Aguardemos o julgamento das urnas no próximo dia 5 de outubro. Nós sabemos que “o coração do homem pode estar cheio de intenções, mas a vontade do Senhor prevalecerá sempre”. Acreditando nisso, conhecendo a sua formação, seu caráter, sua capacidade de trabalho e o seu grande coração, eu lhe desejo muita paz, sabendo, como sempre lhe ensinei que, “a verdadeira paz começa no coração limpo do homem”. E o seu coração, eu, como seu genitor, conheço melhor do que ninguém. Você é uma esperança que continua viva!

Boa sorte, meu filho, que Deus o abençoe, guie e guarde, sempre!

Seu pai, Roberto Purini

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