De acordo com a lei 9.504/97 (lei das eleições), o dia das eleições será no dia 5 de outubro, primeiro domingo do mês. O segundo turno, se houver, será disputado em cidades com mais de 200 eleitores no dia 26 de outubro, último domingo do mês, segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral, para o ano 2008, quando serão escolhidos por nós, eleitores, que temos a legitimidade do direito de eleger: o prefeito e seu vice e o vereador em cumprimento às promessas do programa de governo. A eleição municipal define por 4 anos mandatos de políticos que irão decidir o dia-a-dia de todos os cidadãos brasileiros de cada município, quanto à vida pública municipal.
Pelo Brasil afora, os candidatos disputam voto a voto, visando alcançar a vitória e ser o designado a ocupar o cargo público: no Executivo como prefeito ou no Legislativo como vereador. Penso que o eleitor precisa ouvir e assistir o horário político durante os 60 dias que antecedem as eleições, assim como ler os panfletos, jornais de todos os candidatos, partidos e religiões, que chegam em nossas casas, seja via correio ou através dos cabos eleitorais. É preciso tomar cuidado com as meias verdades, se a base é de 1 por 100 ou de 1 por 1.000.
Muitas vezes ouvimos o candidato fulano é um gênio, pode ser candidato que marketiza si próprio. Portanto, cheque a fonte de informação, a base, o que representa isso para a comunidade e ao município. O que fez, a qualidade, o conteúdo, é importante ter juízo crítico. Outro fator pertinente para expressar a intenção do voto é acompanhar as gastos excessivos de campanha, como por exemplo números de painéis, placas, veículos de propaganda, faixas e cabos eleitorais. O candidato com campanha de alto custo, subentende pessoa física ou jurídica de bom poder econômico somando na campanha e, muitas vezes, de olho no retorno até em dobro (poder de barganha), esses fatos têm ocorrido de norte a sul, de leste a oeste do Brasil em todos os municípios, provocando a descredibilidade, perda da identidade das eleições e um crescente aumento da desigualdade social no Brasil.
Em suma, analise com calma todas as falas, propostas, antes de amassar e jogar no lixo os planos de governo, panfletos e jornais informativos dos candidatos, eles são instrumentos do eleitor, não vote por votar, vote consciente, com sabedoria e conhecimento, sinta-se importante porque somos muito especiais. Nós, cidadãos, eleitores precisamos participar, exercitar junto sem provocação política. Temos muita culpa em razão da nossa omissão, pelos nossos atos, pelo nosso voto. É ruim expressar eles não fizeram quase nada! Entendo que vencer uma eleição é convencer por fins legais, chegar a fim do tempo em que se deve fazer um pagamento coletivo que atenda a todos os cidadãos do município.
Irma Slaghenaufi - RG 8.139.184-5