Bairros

Unesp cria produtos mais adequados


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Apesar de terem um impacto ambiental bem menor que a dos tijolos queimados em forno, os de solo-cimento ainda não são 100% adequados. O professor do curso de engenharia civil da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Obede Borges Faria explica que o cimento, que é empregado na composição desse tijolo - para reduzir a formação de trincas -, é um produto muito nocivo ao ambiente.

Ele precisa ser extraído, triturado, transformado e, de acordo com o professor, esse processo acaba gerando um impacto ambiental muito grande. Além disso, o resíduo desse tipo de tijolo demora muito mais tempo para ser incorporado.

Apesar disso, Faria reconhece que o tijolo de solo-cimento é muito mais ecológico que o tijolo cerâmico convencional. Além da decomposição do entulho deste produto ser muito mais demorada que do tijolo ecológico, o professor aponta negativamente o consumo de lenha necessária para alimentar os fornos de cerâmicas e olarias.

Alternativas mais ecológicas ainda que os tijolos de solo-cimento são estudadas na Unesp de Bauru. O professor Adilson Renofio desenvolveu um produto cerâmico que leva raspas de couro na sua composição, o que daria um fim aos resíduos tóxicos dos curtumes.

Mas Faria criou um tijolo cru – que não vai ao forno – uma mistura de biomassa e terra. O adobe desenvolvido pelo professor já foi feito com braquiária, aguapé e alface d’água. Ele admite que não é um produto tão comercialmente viável quanto o tijolo de solo-cimento - já que é feio artesanalmente -, mas destaca que causa impacto ambiental muito menor.

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