Uma das dicas mais importantes para não ter que se desesperar em caso de desemprego é fazer um fundo de reserva, guardando um pouco por mês para essas eventualidades. De acordo com o consultor financeiro da IGF, Alexandre Lignos, ter uma reserva é a chave que pode definir a diferença entre uma “volta por cima” bem-sucedida e o início de uma trajetória de endividamento mais profunda.
Segundo ele, o ideal é fazer um investimento programado com débito automático, que vai direto para um fundo, como se fosse um título de capitalização. Para Lignos, cada oportunidade de reduzir gastos pode fazer a diferença no fim do mês. “Se você economizar R$ 20,00 nas contas do celular, R$ 20,00 na água, R$ 50,00 nas saídas à noite, logo já deram os R$ 200,00 mensais de uma pessoa. Você já começa a ter uma capacidade financeira muito melhor do que antes”, diz.
O consultor aponta ainda algumas dicas para planejar o período para o qual a reserva financeira deve ser suficiente. Ele recomenda que a reserva seja de seis a nove meses de salário para funcionários públicos, nove a 12 meses de salário para trabalhadores com carteira assinada e 12 a 15 meses de salário para autônomos, profissionais liberais ou informais.