Política

Rodrigo pretende ampliar apoios hoje

Por Aurélio Alonso | Com Alcir Zago
| Tempo de leitura: 4 min

O candidato a prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) fez o primeiro contato, ainda ontem à noite, com Clodoaldo Gazzetta (PV), o terceiro mais votado da eleição, para buscar aliança no 2º turno. O encontro foi em frente ao cartório da 23ª Zona Eleitoral, durante totalização de votos da Câmara. “Tenho 30 mil votos, vamos conversar”, foi a resposta seca de Gazzetta ao peemedebista.

Agostinho afirmou ao JC que é normal a postura “nesta fase do processo eleitoral”. O peemedebista participa de reunião hoje com a cúpula de campanha e dos partidos que integram a coligação justamente para discutir a trajetória de como buscar os apoios.

O peemedebista disse que está aberto à conversação, porque ninguém administra uma cidade sozinho. Inicialmente, as articulações são com as direções partidárias e não diretamente com os candidatos. “A política é a arte do possível”, declarou.

A renovação da Câmara é um fator que vai influenciar as negociações. “Isso não pode ser deixado de lado, vamos discutir o que é possível dentro da ética, impessoalidade e transparência para ter o apoio necessário e ganhar a eleição”.

O peemedebista disse que o apoio do presidente Lula ajudou muito para alavancar sua candidatura na reta final do 1º turno, mas ele disse que usou ferramentas de campanha de vereador do tipo bater de porta em porta para conversar com o eleitor.

No 2º turno, ele acredita que o embate será mais político e não só de propostas de governo. “Vamos à luta para dizer quem é quem”, declarou.

A rivalidade PSDB e PT deve ficar evidente nesta etapa final. Rodrigo disse que torce para que isso ocorra, porque inicialmente planejou trabalhar plano de governo, mas depois passou a discutir planos políticos, como a discussão da municipalização do ensino, segurança pública e privatização. Esse último tema “pautou” o adversário e obrigou a se defender. “Vamos caminhar para isso, porque sou contra ataques pessoais. Quero fazer uma campanha limpar para discutir propostas políticas”, afirmou.

Nesta segunda fase da disputa, o peemedebista vai tentar junto à coordenação nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) o agendamento de visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a campanha. A tentativa será a de convencer a assessoria da maior estrela petista da importância de disputar o segundo turno com os tucanos em Bauru.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também engrossou o apoio a Rodrigo na primeira etapa da eleição, inclusive inaugurando sub-comitê na região central. O desafio de Agostinho também será o de manter a participação na segunda etapa eleitoral de inúmeros candidatos proporcionais que foram bem votados, mas não conseguiram vagas no Legislativo em função do coeficiente eleitoral.

Outra questão a ser ajustada pela coordenação de campanha é a sintonia entre as estratégias pensadas pelo próprio Rodrigo, individualmente, e as escolhidas pela equipe que o circunda, o que inclui membros de vários partidos.

Hora do voto

Rodrigo Agostinho, da coligação Bauru de Todos, disse que na campanha deste ano as propostas levadas aos eleitores tiveram o mesmo conteúdo.

A informação foi dada ontem de manhã no colégio Ernesto Monte, onde ele votou. “Durante o processo eleitoral as pessoas puderam conhecer melhor os candidatos, acompanhar as propostas e os debates”, comentou à imprensa. “Pude mostrar um pouco da minha história, minha experiência na Câmara Municipal e na Secretaria de Meio Ambiente e que existem diferenças políticas entre os candidatos, apesar de as propostas serem muito parecidas”.

Rodrigo chegou à escola por volta das 8h10 junto de assessores. Até se dirigir à sua seção eleitoral (5ª), cumprimentou eleitores. Às 8h21 o peemedebista chegou à fila. Havia apenas quatro pessoas à sua frente. Sete minutos depois dirigiu-se à urna eletrônica e votou.

Na saída do colégio, passou no posto montado pela Secretaria Municipal de Saúde e tomou vacina contra a rubéola. No início da manhã de ontem não havia filas em nenhuma das seções do Ernesto Monte.

Segundo Rodrigo, a militância foi muito importante por dispor de poucos recursos. “Foi uma campanha difícil, onde percorremos todos os bairros da cidade”, afirmou. “Tive uma estrutura muito pequena, baseada principalmente na militância. Não contratamos cabos eleitorais. Para a propaganda de rádio contratamos apenas um profissional. Na TV, a estrutura foi muito enxuta”.

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