Roma - No discurso de abertura da 12.ª Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos - que reúne bispos do mundo inteiro -, em Roma, o papa Bento XVI alertou para a perda da influência do cristianismo em países que, em outros tempos, foram “ricos em fé e vocações”.
O papa disse que a “falta de Deus” na cultura moderna resulta em uma sociedade confusa e dividida, levando nações inteiras a perderem a sua identidade.
“Há aqueles que, depois de decidirem que Deus está morto, se declaram ‘deus’ e donos dos seus próprios destinos, donos absolutos do mundo”, comentou.
A abertura do sínodo foi hoje de manhã, em missa celebrada na basílica de São Paulo -, mas as atividades começam hoje, e seguem até o dia 26, com o tema “A palavra de Deus na vida e na missão da igreja”.
Segundo o Instrumentum Laboris - documento sobre o qual o sínodo trabalha -, a Igreja está preocupada com o desconhecimento da Bíblia por parte dos fiéis, o que pode levar a interpretações “fundamentalistas” ou equivocadas.
Um dos objetivos dos bispos será discutir e decidir como se pode corrigir esse desconhecimento.
A assembléia não terá participação de bispos chineses, já que a Santa Sé e Pequim não chegaram a um acordo para que eles pudessem sair do país.
Mas estarão presentes o cardeal arcebispo de Hong Kong, Joseph Zen Ze-kium, e o bispo de Macau, José Lai Hung-Seng.
Ambas são Regiões Administrativas Especiais da China. No total, participarão do evento 253 religiosos.