Ruim com fila, pior sem elas. Essa pode ser a situação do usuário do sistema bancário em todo o Brasil a partir de amanhã, quando a categoria poderá ampliar o movimento. A expectativa é pela paralisação total das atividades. Em Bauru, o cenário de greve permanece igual ao que foi observado no final da semana passada. Ontem, cerca de 24 agências continuaram fechadas pelo movimento, e devem permanecer hoje.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região (Conlutas), mais cinco Estados aderiram ao movimento: Pará, Amapá, Sergipe, Pernambuco e Goiás se juntaram à Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins, Baixada Fluminense, Rio Grande do Sul e Brasília.
Segundo o diretor Marcos Lenharo, o sindicato aguarda uma contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e fará reunião hoje, a partir das 19h. “A greve está mantida por tempo indeterminado. “Amanhã (hoje) iremos decidir. Se tivermos uma proposta nova, vamos apreciá-la. Caso contrário, vamos continuar em greve”, adianta.
A entidade avalia que os bancários sofrem com perdas consideradas “gigantescas”, que ultrapassam 31% nos bancos privados, 94% no Banco do Brasil e 102% na Caixa Econômica Federal (CEF).
O sindicato filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Bauru também fará assembléia hoje. “Estamos preocupados com o cansaço dos funcionários, pois a greve causa um estresse muito grande”, relata o diretor Tadeu Aparecido Barbosa. As duas entidades esperam pelos desfechos das assembléias em nível nacional para tomar alguma decisão.
A greve começou após os bancos oferecerem aos trabalhadores reajuste de 7,5% nos salários, bem abaixo dos 31% reivindicados pela categoria. Os bancários também cobram a contratação de mais funcionários, já que o déficit de mão-de-obra é apontado como o maior causador de filas nas agências.
O reajuste de 7,5% incidiria sobre benefícios como tíquete e cesta alimentação, além de participação nos lucros equivalente a 80% do salário do funcionário, acrescida do valor fixo de R$ 943,00, porém limitado a salários de aproximadamente R$ 2.500,00. Mas a categoria reivindica participação linear nos lucros, sem limite de salários, e gratificação de R$ 3.500,00.
A assessoria de imprensa da Fenaban, braço jurídico da Federação Nacional dos Bancos (Febraban) e responsável pelas negociações, não retornou o contato da reportagem do Jornal da Cidade.