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PT cresce, mas fica aquém do projetado

Folhapress
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Brasília - Os três principais partidos de oposição ao governo Lula foram os que mais perderam prefeituras no primeiro turno da eleição de anteontem. O DEM deixará o poder em 176 cidades; o PSDB, em 109; e o PPS, em 70.

Embora com desempenho aquém do projetado por sua direção, o PT sai das urnas com o maior crescimento no número de municípios. O partido tem atualmente 391 prefeitos, esperava chegar a 700 e saiu das urnas com 548 eleitos.

Mas, pelo critério de número de votos nominais, o grande vencedor foi o PMDB. Seus candidatos a prefeito receberam 18,4 milhões de votos, embora o número de prefeituras tenha ficado praticamente estável (foi de 1.212 para 1.194).

A comparação foi feita pela Folha de S.Paulo entre os resultados parciais da eleição divulgados até o começo da noite pelo Tribunal Superior Eleitoral e a lista dos partidos hoje no poder, elaborada pela Confederação Nacional de Municípios.

O TSE havia computado até o final da tarde de ontem os votos em 5.544 municípios - em 29 deles, a eleição será decidida somente no segundo turno.

Além do PT, o PTB e siglas que compõe o “bloquinho de esquerda” foram os partidos que mais ganharam prefeitos. O PT fez 157 prefeituras a mais do que tem hoje e ainda disputa o segundo turno em 15 cidades, entre elas três capitais (São Paulo, Salvador e Porto Alegre).

O PSB obteve o resultado mais consistente entre as legendas do bloquinho - 95 prefeitos a mais do que os 214 que governa hoje, de acordo com os dados da CNM. O PTB terá a partir do próximo ano 35 prefeituras a mais, e o PDT, 33. PC do B e PV também cresceram -cada um ganhou no primeiro turno 21 prefeituras a mais.

Hoje, os 14 partidos que apóiam o governo Lula no plano federal têm 3.360 prefeituras, contra 1.852 governadas pelas demais siglas. Os três principais partidos de oposição no plano federal - PSDB, DEM e PPS- têm juntos 1.761.

No primeiro turno desta eleição, os partidos da chamada base aliada conquistaram 4.036 cidades, um crescimento de 20% em relação a hoje. Os demais enxugaram seus quadros - saíram do primeiro turno com 1.479, uma queda de 20%. PSDB, PPS e DEM fizeram 1.406 prefeituras.

Parte do declínio do DEM no número de prefeituras se deve ao fraco desempenho da sigla na Bahia, na primeira eleição após a morte de ACM. O partido tem hoje 116 prefeitos e só elegeu 44 no primeiro turno.

O PMDB, comandando na Bahia pelo ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), sai deste primeiro turno como o grande herdeiro do carlismo. Em 2004, os peemedebistas fizeram 20 prefeituras no Estado. Atualmente têm 57. Saem das urnas com 113.

O PT, do governador Jaques Wagner e que disputa com o PMDB o espólio político de ACM, elegeu 66 prefeitos no domingo - hoje tem 25, seis a mais do que elegeu em 2004.

Sob a liderança do governador Eduardo Campos, o PSB consolidou Pernambuco como um forte reduto do partido. Em 2004, a legenda fez 12 prefeituras no Estado. Agora, foram 49.

Considerando o número total de votos nominais computados até agora, o PT ficou em segundo lugar, atrás do PMDB, com 16,5 milhões de votos. Em terceiro, ficou o PSDB, com 14,45 milhões de votos, seguido do DEM, com 9,3 milhões.

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