Internacional

Bolsa de NY tem 2ª maior queda na crise financeira do século

Por Folhapress | Com Reuters
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Nova York - Um ano em um dia. Depois de recuar anteontem para o menor nível desde 2004, a Bolsa de Nova York voltou a cair ontem e está na sua menor pontuação em cinco anos, apesar dos claros sinais de corte nos juros pelo BC dos EUA - o que, em épocas menos turbulentas, se traduziria em um dia de forte alta.

Com as ações das 30 empresas que compõem o índice em queda, o Dow Jones, o principal da Bolsa de Nova York, teve o seu segundo maior recuo do ano, de 5,11%, e caiu para 9.447,11 pontos - o menor nível desde setembro de 2003. Foi o quinto pregão consecutivo de queda, que perdeu 12,93% no período.

O S&P 500 (mais amplo) se desvalorizou em 5,74% e ficou abaixo de 1.000 pontos pela primeira vez em cinco anos. Já a Nasdaq, de tecnologia, teve queda de 5,80%. Desde o início do governo George W. Bush, as Bolsas americanas já perderam até 36%. O Dow Jones recuou 10,77% ante o nível de antes da posse de Bush, em 20 de janeiro de 2001. Nesse mesmo período, a Nasdaq caiu 36,65% e o S&P 500, 25,82%.

ONU

A ONU defendeu ontem a adoção de regras mais rígidas nos mercados financeiros para lidar com a “crise do século”, e alertou que a resposta global pode criar uma prolongada retração deflacionária.

Somando-se às vozes que atribuem a crise ao modelo de livre-mercado dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, a Unctad (Conferência da ONU sobre o Comércio e Desenvolvimento) disse que é necessária uma considerável intervenção pública para evitar um maior dano ao sistema financeiro ou à economia real.

“O argumento fundamentalista do mercado contra uma regulamentação mais forte, com base na idéia de que a disciplina dos mercados sozinha pode monitorar de forma mais eficiente o comportamento dos bancos, foi claramente desacreditada por esta crise”, disse nota da entidade.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que a crise financeira não deve afastar o mundo dos seus compromissos de reduzir a pobreza e as desigualdades no planeta.

“Por mais grave que seja, a crise financeira de hoje será superada”, disse Ban na sede da ONU, em Nova York. “Devemos salientar a necessidade de ‘blindar’ importantes prioridades das Nações Unidas contra a turbulência financeira internacional”, acrescentou.

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