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O prédio da Estação é dos ferroviários


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O 1º Encontro Histórico Ferroviário e de Ferromodelismo de Bauru, realizado nos dias 27 e 28 de setembro p. passado, apresentou um movimento fora da expectativa, com a presença de um grande número de ferroviários aposentados, pensionistas e descendentes.

E Avaí, a segunda estação da Noroeste a ser aberta ao tráfego em 27/09/1906 – a primeira foi Bauru nesse mesmo dia –, não poderia deixar de se fazer presente, através de seu museu municipal.

Algumas telas a óleo, retratando locomotivas, estações e trechos da Noroeste, de nossa autoria, foram trazidas, juntamente com mil exemplares do jornal “O Avaiense”, distribuídos gratuitamente aos visitantes.

Foi uma ótima oportunidade para os ex-ferroviários e aficionados por ferrovia se reverem, recordando os bons tempos que jamais voltarão a se registrar. Além disso, possibilitou uma verdadeira dádiva aos olhos daqueles que lá compareceram e aos organizadores nossos parabéns pelo indiscutível sucesso. A tristeza realmente existiu, por conta do majestoso prédio, totalmente abandonado, mostrando claramente o desinteresse de nossos governantes pela coisa pública e que, 50 anos atrás, recebia e soltava nada menos de 28 trens de passageiros.

Num diálogo que tivemos com Roque José Ferreira, coordenador do Sindicato, nosso colega e amigo, que compareceu à estação dia 27, sábado, foi feito a seguinte sugestão:

1º) convencer os integrantes da ação contra a RFFSA em receber o prédio como pagamento, dando-se por quitada a dívida, arquivando-se o processo.

2º) constituir, dentre os ferroviários, os verdadeiros donos do majestoso prédio, uma diretoria;

3º) promover a venda do prédio do Sindicato, localizado à Cussy Júnior, quadra 03, construído em 1962 e 1963, com dinheiro dos ferroviários, instalando suas dependências na parte térrea do prédio da estação, após um investimento na reforma.

4º) Com parte desse dinheiro seria feita a reforma da fachada do prédio, inclusive colocação de vidros e reparações dos portões do saguão, cobertura da plataforma, pintura, etc.

5º) Os dois pavimentos superiores seriam alugados para universidades, escritórios, etc, ficando o ônus das instalações com reparações internas por conta dos locatários e uma carência para os primeiros aluguéis.

6º) Seriam criados espaços para lazer aos aposentados e pensionistas na parte térrea, como mesas de snooker, mesas para jogos de cartas, cineclube, biblioteca, barbeiro, museu, etc. O saguão poderia ser destinado para exposições etc

7º) cobrir com madeiramento as linhas 1 e 2, criando um estacionamento de veículos, com entrada pela rua 1º de Agosto, entre os prédios do museu e estação, com saída pelo lado da Sorocabana.

8º) Todos os ferroviários da Noroeste, indistintamente e suas pensionistas, proprietários do prédio, no futuro receberiam os dividendos de forma igualitária dos lucros auferidos.

O autor, Vivaldo Pitta, é ex-ferroviário, artista plástico, numismata, diretor do museu de Avaí, proprietário e editor do jornal “O Avaiense”

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