Candidatos que disputam o segundo turno da eleição para a Prefeitura de Bauru, Caio Coube (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB) terão situações distintas em relação ao apoio na Câmara Municipal.
Caso seja eleito prefeito, o tucano contará com maioria no Legislativo. Dos 16 parlamentares vitoriosos nas urnas domingo passado, nove fazem parte da coligação que dá sustentação a ele. São três vereadores do PSDB, dois do DEM, dois do PP e dois do PPS.
Se Rodrigo sair vencedor na eleição de 26 de outubro, terá o possível apoio de seis parlamentares. Quatro (dois do PT, um do PMDB e um do PSB) foram eleitos por sua aliança política. Dois do PTB podem ser considerados como da base de Rodrigo porque na segunda-feira a legenda declarou apoio oficial a ele.
O único vereador ainda sem lado definido pertence ao PV, partido que estuda a postura a ser adotada com relação ao segundo turno. Mesmo que o PV apoie o peemedebista, este teria sete integrantes em sua base.
Em tese, esse é o quadro que se desenha para a próxima legislatura. Na prática, a atuação dos vereadores pode fugir a esse raciocínio. O petista Roque Ferreira, por exemplo, é da ala marxista do PT e seria um contraponto a determinadas propostas defendidas tanto por Caio quanto por Rodrigo.
O atual e o último prefeito, por exemplo, logo que iniciaram suas gestões não tiveram base confortável na Câmara.
Tuga Angerami encontrou um Legislativo dividido. De 15 vereadores, sete o apoiaram (três do PDT e um de cada do PMDB, PT, PC do B e PSB). Na oposição havia sete (quatro do PSDB, dois do PP e um do PFL, hoje DEM). Apenas um - PTB - manteve a neutralidade inicial.
Já Nilson Costa, vencedor do pleito de 2000, encontrou situação ainda mais desfavorável. Dos 21 vereadores eleitos naquele ano, apenas cinco o apoiaram logo na largada: três do PPS e dois do PFL, hoje DEM.
Vereadores reeleitos, Marcelo Borges (PSDB) e José Carlos de Souza Pereira Batata (PT) analisam de forma diferente a composição partidária da Câmara Municipal de Bauru para a legislatura 2009-2012.
O tucano ressalta que, se eleito, Caio poderá colocar em prática seu projeto para administrar a cidade porque terá governabilidade no Legislativo com maioria já consolidada.
Já o petista aponta que ter minoria no Legislativo não representa obstáculo para governar o município. Batata usa o exemplo do atual prefeito de Bauru, que mesmo sem maioria não enfrentou oposição no Legislativo e teve a maioria de seus projetos aprovados. “Não há como ser contra propostas de interesse da cidade”, diz o vereador reeleito.
Sobre a mudanças de posicionamento (e de legenda) do vereador durante o exercício do mandato, Borges e Batata concordam. Segundo eles, com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de que o mandato pertence ao partido e não ao candidato será bem mais difícil o vereador mudar de sigla.
Bancadas
Comparando-se as últimas três eleições para vereador, é possível observar que sempre nove partidos elegem parlamentares. A diferença é que em 2000 havia 21 cadeiras, quatro anos depois caiu para 15 e na próxima legislatura serão 16.
O partido que vem mantendo constância no número de vagas é o PSDB. O partido obteve duas vagas em 2000, saltou para quatro em 2004 e a partir de 2009 terá três.
Já o PDT foi a sigla que mais perdeu. Oito anos atrás a legenda elegeu seis representantes no Legislativo. Quatro anos depois o número caiu para três e no pleito de domingo passado nenhum vereador foi eleito.