Política

Tóffano: grupo dos 11 decide pelo PV

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A principal liderança regional do PV com mandato, o deputado federal José Paulo Tóffano, disse ontem por telefone, de Paris (França), que os 11 membros da direção municipal do partido têm autonomia para decidir qual é rumo que deve ser seguido no segundo turno da eleição municipal. O encontro da Executiva será hoje à noite, mas o presidente municipal da Comissão Provisória, Raul Gonçalves de Paula, adianta que a definição pode ficar para a sexta-feira.

Para o deputado federal, que participa do 9º encontro mundial dos Verdes na Europa como representante parlamentar da bancada brasileira do PV, o grupo que assumiu o comando local, em março deste ano, teve “maturidade para conduzir um difícil processo de rearticulação de forças e de mudança de rumo no partido e já demonstrou, com o resultado das urnas, que tem maturidade suficiente para decidir o que é melhor para Bauru neste segundo turno”.

Tóffano evita dar sua posição em relação ao confronto entre Caio Coube (PSDB) e Rodrigo Agostinho (PMDB). E não se trata apenas de não gerar desconforto para os militantes locais em torno de uma antecipação quando nem o grupo dos 11 ainda se definiu. É que o PV integra a base de apoio do governador José Serra (PSDB) e também dá sustentação do governo Lula (PT).

Ainda assim, o deputado com domicílio eleitoral em Jaú indica uma questão: “Estou acompanhando, mesmo aqui de Paris no encontro do PV as posições em Bauru e me parece até agora que os dois candidatos mostraram disposição em acolher boas propostas defendidas pelo partido para a cidade de Bauru. Acho a neutralidade uma posição arriscada, porque pesa o PV não participar da possibilidade de colocar seus principais programas em prática, influindo portanto na transformação da cidade desde já. Mas é algo a se ponderar”, argumentou.

O grupos dos 11 que têm poder de voto, caso seja necessário, é composto pelo presidente do partido, Raul Gonçalves de Paula, pelo ex-candidato Clodoaldo Gazzetta, o ex-vice Jú Alvarez, o vereador Primo Mangialardo, os dois assessores parlamentares no Legislativo, José Carlos e Pellegrino Bacci, Ivy Wiens, os ex-candidatos a vereança Ofélia, Bighetti e Soninha e o ex-secretário do Bem-Estar, José Carlos Fernandes. O vereador eleito, Natalino da Silva, disse que vai acompanhar a decisão do grupo. Ele assume vaga na Executiva após ser diplomado na Câmara, em janeiro de 2009.

Para o presidente da legenda, Raul de Paula, a decisão será tranqüila, mesmo que pela neutralidade. “Não temos dificuldade em discutir isso. Apenas estamos respeitando a discussão interna e com o ingrediente de que as urnas nos deram mais de 30 mil votos e aumentaram nossa responsabilidade. Acho que o eleitor do PV é suficientemente maduro para escolher a melhor proposta neste segundo turno, porque foi capaz de identificar a melhor proposta para Bauru na primeira etapa. A neutralidade, nesse sentido, é uma opção que permitiria a esse eleitor inteligente fazer a escolha até sem a posição partidária. Vamos avaliar”, contemporizou.

Comentários

Comentários