Polícia

PM de Bauru morre com tiro acidental

Por Lígia Ligabue | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O policial militar bauruense Renato Cavallini Fracalossi, 40 anos, foi morto na noite de terça-feira com um tiro de submetralhadora disparado por um colega de farda, na Capital, onde trabalha. A tragédia aconteceu no bairro Itaim Bibi, em uma padaria onde o policial e amigos da corporação que estavam de folga jantavam. Um soldado, que não teve o nome divulgado, entrou no estabelecimento com um outro sargento para comprar marmitas. Ele segurava a metralhadora para o superior quando ocorreu o disparo. Fracalossi, que era 3.º sargento da PM, foi sepultado ontem, na Capital.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da PM de São Paulo, na segunda-feira, às 21h30, uma equipe da polícia composta por um sargento e por um soldado, durante o serviço, parou na lanchonete, localizada na esquina da rua Renato Paes de Barros com a rua Tabapuã, para comprar comida. No estabelecimento, encontraram outros três policiais de folga, entre eles Fracalossi, que estavam em trajes civis.

Os policiais que estavam trabalhando compraram suas marmitas e se despediam dos colegas que estavam de folga. Na hora de irem embora, o sargento estava com as mãos cheias de sacolas. O soldado, então, pegou a submetralhadora de seu superior. Quando se despedia de Fracalossi, dentro do banheiro, houve o disparo. O tiro o atingiu pelas costas, na altura do ombro esquerdo.

Fracalossi foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, onde passou por cirurgia. Mas ele não resistiu à gravidade do ferimento e morreu na madrugada de anteontem.

O soldado que provocou o disparo acidental foi preso em flagrante homicídio culposo. O sargento que cedeu a submetralhadora também foi preso por co-autoria, já que permitiu que um subordinado não habilitado manuseasse a arma. Pelas regras da PM, soldados e cabos não podem manusear esse tipo de armamento. Os dois foram recolhidos ao Presídio Militar Romão Gomes, já que o homicídio foi considerado crime militar.

Conhecido na PM como sargento Cavallini, a vítima trabalhava há 16 anos na polícia. Em Bauru, ele atuou no Corpo de Bombeiros. Seus pais e familiares ainda moram na cidade, mas não foram localizados pela reportagem do Jornal da Cidade. Ele foi velado e sepultado no cemitério de Vila Formosa, na Capital.

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