Regional

Uso errado de urna pode ter gerado dúvidas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - A digitalização rápida dos números pode ser o motivo de um grupo de eleitores, partidários de coligações derrotadas nas eleições, não notar a foto no visor das urnas eletrônicas. Um grupo de manifestantes lotou a Praça Tiradentes em Agudos (18 quilômetros de Bauru) para reclamar das possíveis falhas nas urnas.

O protesto ocorreu terça-feira e novamente ontem. Representantes dos reclamantes foram ouvidos pelo juiz eleitoral Adilson Aparecido Rodrigues e o promotor de Justiça Neander Antônio Sanches.

No final da tarde de ontem, os manifestantes fizeram um abaixo-assinado para encaminhar às autoridades. Eles querem que seja feita perícia e investigação. Até o fechamento desta edição não havia ainda representação com denúncias de supostas irregularidades registrada no Cartório Eleitoral de Agudos.

O promotor de Justiça disse que, as supostas irregularidades apontadas por alguns dos eleitores na terça-feira, podem ser explicadas. “São situações perfeitamente explicáveis diante do sistema que é feito na coleta dos votos”, declarou Sanches.

Em geral, as coligações derrotadas na eleição de domingo apontam que não estariam aparecendo fotos de candidatos no visor da urna na hora do voto. “A questão de não aparecer a foto é que, simplesmente, o eleitor digita o número do candidato e aperta o ‘confirma’ imediatamente, não dando tempo de a foto aparecer. O eleitor quer votar e espera, na verdade, que depois do ’confirma’ a foto apareça quando, na verdade, ela apareceu antes”, disse Sanches.

O Promotor ressalta que os sistemas instalados em todas as urnas são idênticos. ”Se falhar uma urna, ela é substituida. Mas se o sistema falhar - o que armazena os dados - todos os outros falharão. Por quê? Porque é o mesmo dispositivo repassado pelos partidos políticos e são inseridos em todas as urnas”, esclareceu.

Sanches disse ainda que a Justiça Eleitoral está à disposição para analisar requerimentos pertinentes formulados pelos candidatos e pelas coligações, mas devem estar fundamentos de acordo com a legislação eleitoral. “Eles podem fazer que a Justiça Eleitoral vai dar uma resposta, abrindo ou não investigações, fazendo ou não as perícias que eles querem”, comentou.

No entanto, segundo o promotor, em princípio não há justificativa para se fazer perícia em urnas. “Por parte nossa, diante do que foi apresentado, não há justificativa nenhuma para fazer qualquer tipo de perícia ou investigação. Esses fatos aconteceram em outras cidades e são perfeitamente explicáveis. A nossa checagem indicou que o erro foi do eleitor e não houve nenhum problema nas urnas eletrônicas”, completou o promotor eleitoral de Agudos.

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