Brasília - O PMDB elegeu ontem, por aclamação, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) como candidato do partido à presidência da Câmara. Em reunião marcada por elogios à unidade recém-conquistada da legenda, os peemedebistas afirmaram que vão trabalhar para elegê-lo na Casa - sem as tradicionais divisões internas.
Apesar da aclamação ao parlamentar, a deputada Rita Camata (PMDB-ES) criticou as divisões dentro do partido que excluem a maioria de seus integrantes das decisões de cúpula.
“Com todo respeito, não me sinto pior do que nenhum outro companheiro de bancada. A elite que comanda o nosso partido, prorrogando mandatos, chegando com decisões consumadas, nem sempre lembra que teremos que enfrentar 513 deputados eleitores”, afirmou.
Temer prometeu trabalhar para manter a unidade do partido, postura que disse ter adotado no período em que ocupou a presidência da legenda. “O PMDB sempre foi o partido da divergência interna. Estou no PMDB desde 1976, eu confesso que nunca vi uma unidade tão absoluta”, disse.
O deputado reconheceu, porém, que a postura de Camata mostra a “faceta” da legenda de não construir 100% de unidade interna. “Gostaria de saudar a deputada Rita Camata porque hoje, apesar da unidade que se mostrou, ela revelou essa faceta do PMDB”, afirmou.
Apoio
O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) foi um dos poucos integrantes da bancada de 96 deputados a não prestar apoio formal à candidatura de Temer. Serraglio e Camata chegaram a cogitar a possibilidade de lançarem suas candidaturas na disputa, mas acabaram recuando diante da pressão da maioria dos deputados peemedebistas em favor de Temer.