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Lula não participará de campanha onde a base aliada se enfrenta

Por Folhapress | Com Agências
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou, durante a reunião do grupo que integra a coordenação política, que é melhor não participar de campanha eleitoral no segundo turno das eleições municipais em cidade em que a disputa será entre dois candidatos que integram a base política do governo. Ao fazer um relato sobre a reunião de coordenação, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse que a base enfrentará a base no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Manaus.

Segundo José Múcio, dois terços da reunião de coordenação foram utilizados para uma avaliação política de onde havia problemas para o segundo turno. A primeira parte da reunião foi destinada a um relato do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (página 24).

O ministro José Múcio avaliou que o tempo do presidente para participar de campanha eleitoral no segundo turno é muito curto. Segundo o ministro, poucos municípios terão a presença física do presidente no segundo turno. Certamente, informou, Lula deve participar de campanha em São Bernardo do Campo e São Paulo. Múcio não quis dar detalhes sobre São Paulo, mas acrescentou que “não há previsão de nada para este fim de semana”.

O ministro Múcio salientou que embora o resultado numérico da eleição tenha saído rapidamente, “os defeitos, os estragos ocorridos demoram pelo menos uma semana para aparecer”. Ele reconheceu que muitas das alianças políticas são estranhas e que, por isso, é preciso avaliar bem cada caso para que não haja reflexos das eleições municipais nas votações do congresso.

Base aliada

A segunda parte da reunião contou também com a participação dos ministros Hélio Costa, das Comunicações, Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e Alfredo Nascimento, dos Transportes, que apresentaram ao presidente problemas locais de suas bases políticas - Belo Horizonte, Salvador e Manaus.

Os ministros apelaram ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que evite os palanques de Belo Horizonte, Salvador e Manaus. Nas três capitais, os ministros atuam diretamente nas campanhas eleitorais que envolvem adversários de partidos aliados do governo federal.

Lula disse que pretende participar apenas das campanhas em São Paulo e São Bernardo (SP). Por orientação do ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), o presidente deverá ficar longe dos palanques de partidos que compõem a base aliada de apoio do governo federal.

Um dos participantes do encontro revelou que Lula antecipou a Geddel sua decisão de não interferir na disputa baiana.

Mais do que não ir a Salvador na campanha do segundo turno, Lula teria acrescentado que dará uma declaração de que não tem preferência por “A” ou “B” onde os dois candidatos são da base do governo. O presidente afirmou que anunciará, formalmente, que o eleito, seja quem for o aliado, terá no governo federal um parceiro. É exatamente esta neutralidade que o PMDB quer que Lula adote nas 11 cidades em que um peemedebista está no segundo turno da eleição municipal.

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