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Bancos públicos aderem à greve

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A paralisação dos bancários de Bauru reivindicando reajuste salarial, iniciada há 11 dias, ganhou um reforço na manhã de ontem. Todas as agências dos bancos públicos da cidade começaram o dia de portas fechadas, acompanhando o movimento que atingiu 20 Estados brasileiros.

Com isso, funcionários das unidades do Banco do Brasil, Nossa Caixa e Caixa Econômica Federal se unem para reivindicar reajuste salarial de 31%, proposta que continua sendo recusada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Ao todo, 27 agências estão paralisadas, em Bauru, sendo apenas cinco delas de caráter privado.

Segundo Tadeu Aparecido Barbosa, diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, a adesão dos bancos públicos se deu através de um trabalho de convencimento por parte do movimento grevista, que realizou manifestações em vários pontos da cidade. “Os funcionários estavam meio inseguros, mas conseguimos convencê-los da importância de participar da greve”, frisa.

Com a adesão dos bancos públicos, o número de bancários de braços cruzados chegou a cerca de 1.500, ou 65% da categoria na cidade, informa Marcos Lenharo, sindicalista filiado à Conlutas.

Na região

“Também passamos a contar com os 220 funcionários do setor de retaguarda da Nossa Caixa, que fazem serviços administrativos e de contabilidade. Esse número é muito significativo para nós”, salienta. Ele destaca que, na região, agências de Santa Cruz do Rio Pardo, Lençóis Paulista e Avaré também começaram a engrossar o movimento.

No entanto, as instituições privadas estão retornando gradativamente ao funcionamento por força da Justiça, que concedeu aos banqueiros liminares de interdito proibitório. Pela lei, esse instrumento garante a preservação do patrimônio físico e a manutenção da posse de propriedades.

O motivo para a paralisação dos bancários se baseia principalmente na questão salarial. A estimativa da categoria é que os vencimentos estejam com defasagem de pelo menos 31%, bem acima dos 7,5% de reajuste oferecidos pela Fenaban.

O índice proposto pela entidade incidiria sobre benefícios como tíquete e cesta-alimentação, além de participação nos lucros equivalente a 80% do salário do funcionário, acrescida do valor fixo de R$ 943,00, porém limitado a salários de aproximadamente R$ 2.500,00.

Mas a categoria reivindica participação linear nos lucros, sem limite de salários, e gratificação de R$ 3.500,00. Além disso, cobra contratação de mais funcionários, já que o déficit de mão-de-obra é apontado como o maior causador de filas nas agências.

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