Economia & Negócios

Planejamento evita férias frustradas

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O final do ano se aproxima e muita gente já começa a se preparar para as férias. Para aqueles que pretendem viajar e curtir o calor longe de casa, vale a pena se planejar com alguma antecedência para evitar aborrecimentos e gastos que extrapolem o orçamento. Para quem ainda não se programou, muita coisa deve começar a ser pensada e providenciada desde já, afinal, faltam pouco menos de três meses para as festas e o recesso de fim de ano.

O economista Fernando Pinho aconselha uma poupança de até 15% da renda que se obtém no mês. Caso seja inviável reservar esse percentual, ele recomenda poupar um valor menor e programar uma viagem mais modesta.

“É uma alternativa. Como estamos em um ano turbulento, não há como saber como ficará o nível de emprego no Brasil e as pessoas devem pensar muito antes de assumir um compromisso de longo prazo”, analisa.

A fotógrafa Aline Bartalotti Furlanetto, 28 anos, não passará por esse dilema. Precavida, ela economizou durante o ano todo e, em dezembro, descansará em Itafeimirim, no norte da Bahia. A fotógrafa conta que, a cada mês, guarda cerca de 20% do seu salário na poupança com o objetivo de conhecer um novo lugar durante o período de férias.

Tem sido assim há cinco anos e Aline já conheceu Buenos Aires (Argentina), Santiago e Valparaíso (Chile), Costa Del Leste (Panamá) e Caraíva (Bahia). “Como eu me programo, sempre dá certo. Às vezes, consigo guardar um dinheiro extra e fazer uma segunda viagem no meio do ano”, revela.

Guias e sites

Segundo ela, uma dica interessante é não se prender somente às agências de viagens, que comercializam pacotes fechados com tudo (ou quase tudo) incluído. Para gastar o mínimo possível, a fotógrafa recomenda pesquisar em guias e em sites da Internet as opções de transporte e estadia.

Com um pouco de empenho, ela assegura que é possível encontrar lugares menos badalados e, portanto, mais econômicos. E, mesmo nos pontos turísticos mais freqüentados, há grandes chances de descobrir pousadas baratas e de qualidade, ou até albergues que permitem que os hóspedes cozinhem sua própria comida.

“Fica muito mais barato. Mas é importante observar todas as informações, inclusive as fotos, para não se decepcionar quando chegar no local. E a reserva, assim como a compra da passagem, deve ser feita com bastante antecedência para conseguir bons descontos”, alerta.

Para quem não possui tanta disciplina quando o assunto é poupar dinheiro, Pinho sugere pôr na ponta do lápis todas as despesas que façam parte do orçamento mensal, a fim de obter um termômetro da possibilidade de assumir ou não o compromisso do passeio. “Dessa forma, será possível verificar que tipo de viagem poderá ser feita, porque não adianta sair para descansar e depois ficar com as contas desequilibradas”, ensina.

Ele ressalta que os gastos fixos nos meses de janeiro e fevereiro, como compra de material escolar dos filhos e pagamento de impostos, também precisam ser levados em conta. “Por isso, o 13º salário deve ficar fora dos gastos com as férias. Esse dinheiro deve ser utilizado para as obrigações que não podem ser evitadas”, orienta.

Em tempos de crise financeira nos Estados Unidos, o consultor também destaca que este é o momento ideal para escolher um dos inúmeros pontos turísticos dentro do País. Mas neste caso, também é preciso se antecipar porque, conforme a demanda de turistas crescer, a tendência é que os preços do sistema hoteleiro e de transportes também aumentem.

A relações públicas Karina Nascimento David é outro exemplo de determinação e organização. Todo ano, durante o Carnaval, ela consegue viajar graças ao dinheiro economizado ao longo de 12 meses. Em 2009, vai conhecer a festa popular de Guapé, em Minas Gerais.

“Tenho um compromisso comigo mesma de guardar uma quantia todos os meses, mesmo que seja um valor mínimo quando eu estiver mais ‘apertada’. Assim eu consigo fazer uma viagem todos os anos”, garante.

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