ALFINETADAS
Sérgio Tibiriçá, que trabalhou comigo dez anos na editoria de esportes do JC e que agora é o Rei de Presidente Prudente, diz que Paulinho Laranjeira foi um bom jogador, mas o craque da família, mesmo, foi o pai dele, Leleco, que jogou com Pelé no Baquinho. “Não creio que a iniciativa resolva nada, pois o Noroeste é nome conhecido e respeitado. A mudança de nome em nada traria reflexos em termos de torcida. Ao contrário, seria prejudicial. Veja o caso de Presidente Prudente: acabaram com o Corinthians, e os substitutos, mesmo levando o nome da cidade, não emplacaram”, explica Tibira, jornalista e meu amigo de fé. Até hoje o Corintinha é lembrado. Ninguém toma conhecimento de Prudentino, etc. e tal. Outro noroestino roxo, Fábio Ranieri Campaneli, acha que não é mudando o nome que o apoio da cidade seria maior. “Pelo contrário, porque começaríamos a torcer por um time sem história, que nunca existiu, nunca subiu, nunca caiu e nunca jogou contra os maiores clubes do País, como Flamengo, Botafogo e Grêmio (Brasileiro de 78). Esse respeitado grupo só pode estar brincando”, diz Fábio. E pergunta: “Se o clube se chamasse Bauru, esse grupo iria assistir ao jogo deste domingo, contra o Flamengo de Guarulhos?” A polêmica foi boa, agitou a galera, despertou o gigante, mas para mim esse papo acaba aqui.
VITÓRIA SUADA
O São Paulo jogou mal, sofreu muito, mas venceu o Náutico, graças ao gol de Hernanes, aos 38 minutos do segundo tempo, quando a torcida estava impaciente e ameaçava vaiar o time. Mesmo sem agradar, mostrando um futebol de resultados, a suada vitória foi fundamental para que o Tricolor continue na briga pelo terceiro título nacional seguido. O jogo de quinta-feira, no Morumbi, foi fraco tecnicamente e com poucas emoções. Enquanto o São Paulo entra no G-4 do Campeonato Brasileiro, o Náutico, que foi castigado pela retranca excessiva, continua numa situação desconfortável e ameaçado pelo rebaixamento. O Timbu é o décimo-quinto, e pode ser alcançado pela Portuguesa - que recebe o Coritiba - e Fluminense ou Atlético Paranaense, que se enfrentam na Arena da Baixada.
MATAR OU MORRER
Quatro jogos hoje completam a vigésima-nona rodada do Brasileirão, com a participação só de um paulista. Se a Portuguesa não vencer o Coritiba, vai para a UTI. O trunfo da Lusa é o Canindé, onde perdeu apenas uma vez, para o Vitória. Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e São Paulo são os melhores colocados, mas se o Flamengo vencer o Atlético-MG, retorna ao G-4 e o São Paulo volta a ser o quinto colocado. Fluminense, Ipatinga, Portuguesa e Vasco são os piores.
SANTISTA
O leitor Marildo pergunta porque não falei do pênalti a favor do Santos, no Olímpico. Seguinte, meu rei: eu tinha dúvida, e, além disso, como sou santista, poderiam dizer que estava puxando a sardinha para o meu lado. Mas vendo depois o lance, com calma, foi mão de Soares na bola. Se o pênalti fosse marcado, o Peixe poderia empatar, Fabiano Eller não seria expulso e o segundo gol do Grêmio talvez não sairia.
MAIS GORDURA
Líder do Brasileiro da Série B, com 12 pontos de vantagem sobre o Vila Nova, segundo colocado, o Corinthians pode dar mais um passo decisivo rumo ao título, se vencer o Santo André - terceiro colocado - hoje no Pacaembu. O G-4 é completado pelo Avaí, que faz o duelo catarinense com o Criciúma. Já a zona de degola é ocupada pelo CRB, que já caiu, Marília, Brasiliense e América-RN.
PARTIR PRÁ PRÓXIMA
Cléber Gaúcho perdeu a eleição para prefeito de Novo Horizonte. O ex-jogador do Noroeste em 1987 teve 6.330 votos, contra 13.709 do Toninho Belão. Acho que é goleada. Mas o Cléber - amigo do Paulinho Laranjeira, Peru e do Chico de Asis Moura - é jovem e está na política há pouco tempo. Pode chegar lá, um dia, quando tiver mais experiência no ramo.
ONDE ANDARÁS
Jorge Bulssonário, bauruense que vive no Pantanal, quer saber onde anda Tecão, ex-zagueiro do Noroeste e São Paulo na década de 70. Tecão, meu grande amigo, mora em São Caetano do Sul e é um dos braços direito de Saul, filho de Samuel Klein, o dono das Casas Bahia.
PESQUISA
Oitenta por cento dos ouvintes do Informassom, da FM94, apresentado pelos amigos Paulo Sérgio Simonetti e Reinaldo Cafeo, foram contra a mudança de nome do Noroeste.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1970 - última rodada: Guarani 1 x 2 São Paulo, em Campinas, gols de Paulo e Toninho Guerreiro. Vágner marcou para o Bugre. Sem Gérson, que cumpria suspensão, o Tricolor conquistou o título nesse jogo, com o Brinco de Ouro superlotado. Árbitro: Armando Marques. Guarani: Perez; Wilson, Cidinho, Tininho (Guassi) e Ferrari (Cido); Hélio e Milton; Vágner, Capelosa, Vanderlei e Caravetti. Técnico: Armando Renganeschi. São Paulo: Sérgio; Forlan, Jurandir, Dias e Gilberto; Edson e Nenê Boteco; Paulo, Terto, Toninho Guerreiro e Paraná. Técnico: Zezé Moreira.
CURIOSIDADES
Também em 1970, o Brasil ganhou o tri, na Copa do México; Bauru promoveu os Jogos Abertos do Interior pela segunda vez (a primeira, em 1956) e dividiu o título com Santos; e o Noroeste sagrou-se pela segunda vez campeão da Segundona (a primeira em 1953), voltando a disputar a Primeira Divisão em 71.
AQUELE ABRAÇO
Um abraço Yoyô, Titico e Nininho, da família do samba e do futebol - presenças confirmadas nas 12 doze horas de pagode, com os grupos Nuwance, ED + e Mulekagem, amanhã na Luso.