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Lula pede voto de evangélicos para Marta

Folhapress
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São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) sofre preconceito por parte da sociedade pelas “coisas boas que fez”. Em evento com líderes evangélicos, o presidente pediu votos para a petista e voltou a afirmar que também sofreu preconceito.

“(...) Estou à vontade aqui pedindo votos pra Marta. Eu que já sofri tanto preconceito, (...) hoje acredito que Marta é vítima de preconceito da cidade. Vítima pelas coisas boas que fez. Eu estou convencido de que essa mulher sofreu uma campanha de preconceito exatamente pelas coisas boas que fez pela cidade”, disse o presidente.

Esta foi a primeira participação de Lula na campanha de Marta durante o segundo turno. Na primeira fase da campanha, o presidente participou de um comício e uma carreata ao lado da petista.

O encontro reuniu cerca de 50 líderes de igrejas de várias denominações em um hotel na zona sul da cidade. O objetivo foi aparar as arestas com os evangélicos. Há cerca de três de semanas, Marta se desentendeu com líderes da Igreja Batista de São Paulo, que reclamaram do posicionamento da candidata favorável aos homossexuais.

O presidente aproveitou o encontro para pedir que os evangélicos não retribuam o preconceito a Marta. “Vocês já foram vítimas de muito preconceito no país. Entretanto, vocês não podem retribuir esse preconceito”, afirmou.

No encontro, os evangélicos reclamaram da Lei Cidade Limpa, criada pelo prefeito e candidato Gilberto Kassab (DEM), que limitou a identificação das igrejas. A mudança da Marcha para Jesus da avenida Paulista (região central) para o Campo de Marte (zona norte) também foi alvo de reclamação.

Marta disse que vai estudar uma forma para que as igrejas possam ser identificadas de acordo com a lei. “Assim como isentamos o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), acredito que podemos pensar uma forma de identificação diferenciada para as instituições religiosas”, afirmou. “Não vejo nenhum empecilho a não ser o preconceito para que a Marcha não ocorra na avenida Paulista”, disse.

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