Bairros

Procuram-se profissionais qualificados

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

O mercado de trabalho está mudando. Não há mais espaço para pessoas desqualificadas para a função oferecida. A maior parte das empresas, hoje, não quer perder ‘tempo e dinheiro’ com quem chega sem conhecer a função que desempenhará. A constatação é da Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), que mapeou as necessidades profissionais de cada região do Estado.

A partir dos dados, pesquisados para tentar diminuir a distância que separa o empregador e o candidato a uma vaga, a Sert criou o Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ), que pretende beneficiar até 2010 cerca de 180 mil trabalhadores. Só em Bauru, neste ano, 424 pessoas participam do programa por meio de quatro cursos ministrados em dois meses, cujo objetivo é preparar o trabalhador para assumir as vagas de trabalho em aberto na cidade.

Para participar dos cursos profissionalizantes, o interessado deve ter de 20 até 59 anos e estar sem carteira assinada. Os cursos estão sendo oferecidos nas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), onde 64 pessoas estão fazendo aulas de manutenção predial, e no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), onde atualmente 180 alunos participam de três cursos: “Boas práticas de fabricação e manipulação de alimentos”, Excelência de atendimento ao cliente” e “Vendas no varejo e nas empresas”. Anteriormente, outras seis turmas já se formaram.

O trabalho da Sert e de outras entidades e órgãos na cidade se deve à constatação de que a falta de preparo do trabalhador faz com que dezenas de vagas fiquem em aberto. Essa realidade é verificada todas as semanas no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Bauru, que funciona no Poupatempo. Na semana passada, 83 vagas permaneciam sem ser preenchidas na unidade de Bauru. De acordo com a assessoria da Sert, que administra o PAT, algumas funções chegam a ficar disponíveis na unidade por semanas.

A falta de preparo para o mercado de trabalho atinge principalmente as pessoas mais carentes, que sem uma qualificação ficam às margens da sociedade. Na intenção de proporcionar ao bauruense mais pobre e sem qualificação profissional uma fonte de geração de renda, a Secretaria Municipal do Bem Estar-Social (Sebes) mantém cursos profissionalizantes em parceria com entidades assistenciais que atuam junto às comunidades mais carentes da cidade.

Além de fomentar a formação de empreendimentos, o programa de geração e renda ainda prepara para o trabalho, auxilia na criação desses empreendimentos e oferece crédito para o capital de giro. De acordo com a própria entidade, cinco cursos são oferecidos nas 15 entidades conveniadas. A meta da entidade é fornecer condições de geração de renda para 1.560 pessoas só este ano.

De acordo com Maria Helena Lemos Pires, técnica de programação da unidade Senac de Bauru, cada vez vai ficar mais difícil para quem não tem uma profissão definida se recolocar no mercado de trabalho. “As empresas estão busca de profissionais com conhecimentos específicos para as áreas em aberto”, avisa.

Além dos cursos gratuitos mantidos pela Sert e Sebes na cidade, as unidades dos serviços de aprendizagem do comércio (Senac) e da indústria (Senai e Sesi) também disponibilizam uma quantidade grande de cursos que preparam o trabalhador para entrar ou voltar ao mercado de trabalho.

Alguns cursos voltados para profissionalização e para a geração de renda também são oferecidos gratuitamente, outros são pagos, mas as entidades mantêm programas de bolsas de estudos para facilitar a vida de quem mais necessita. A maior parte das aulas é voltada para atender o mercado de trabalho, mas também existem diversas opções para quem pretende abrir o próprio negócio.

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